EU TAMBÉM JÁ SABIA
Na partida em que desfez definitivamente quaisquer dúvidas em relação à sua recuperação física e psicológica, Ronaldo marcou os dois gols da vitória de 2 a 0 do Brasil sobre a Alemanha, em Yokohama, e que garantiram à Seleção Brasileira a hegemonia do futebol mundial, com a conquista do pentacampeonato. Após dois anos de inatividade em virtude de diversas lesões e quatro anos depois da derrota para França, no Mundial de 1998, Ronaldo comandou o time e foi o grande nome do Brasil na Copa do Mundo, assegurando a artilharia da competição com oito gols. Nos dez primeiros minutos da partida, o time de Scolari não esteve bem, mas sem comprometer. De positivo, a equipe mostrava o domínio do meio-campo e o acerto de passes, o que não evitou, entretanto, que a primeira boa oportunidade de gol tenha sido da Alemanha, que com três homens ia ao ataque explorando as laterias do campo. Enquanto a zaga brasileira encontrava dificuldades para conter o ataque alemão, os jogadores de meio-campo já não acertavam os passes como no início do jogo. Isso refletiu no número de jogadas de ataque criadas pela seleção. Durante todo o primeiro tempo, o goleiro Kahn só foi incomodado de verdade nos minutos finais. Aliás, no primeiro tempo o Brasil merecia pelo menos um gol, já que perdeu quatro chances claras, uma delas quando Kléberson acertou o travessão. Quem esperava que as equipes iniciassem o segundo tempo com posturas cautelosas, teve uma surpresa ao ver Brasil e Alemanha perderem ótimas chances de gol. Numa falta cobrada por Neuville, a bola bateu na trave brasileira. A resposta do Brasil surgiu em uma cobrança de escanteio. Da pequena área, Gilberto Silva cabeceou à queima-roupa para uma difícil defesa de Kahn. Depois, Ronaldo desperdiçou uma perigosa cobrança de falta ao bater em cima da barreira. E o que era um jogo equilibrado, deixou de ser a partir dos 23 minutos, quando Ronaldo passou a traduzir na linguagem do futebol o seu apelido de “Fenômenoâ€. E o primeiro dos dois gols que marcou aconteceu da maneira mais improvável: em uma falha do goleiro Kahn, considerado o melhor do Mundial. Rivaldo chutou, Kahn não segurou e, no rebote, Ronaldo completou, marcando seu sétimo gol no Mundial. Dez minutos depois, veio a consagração de Ronaldo: em jogada coordenada por Kléberson. Rivaldo deixou a bola passar, Ronaldo fez 2 a 0 e consolidou merecida vitória da nossa Seleção.
100% TREINADOR
Com o feito de ontem, Luiz Felipe Scolari completou uma das melhores médias de um técnico na frente da Seleção Brasileira. Nos 25 jogos em que comandou o time, o treinador conquistou 19 vitórias, sofrendo apenas um empate e quatro derrotas, o que dá um ótimo aproveitamento de 77,3%. Apesar de ser chamado de retranqueiro, Felipão organizou um time ofensivo, que fez 59 gols, 18 só na Copa, enquanto sofreu 17.
SELEÇÃO DA COPA
A equipe da Agência Reuters, que cobriu a Copa do Mundo, elegeu a seleção dos melhores da competição. O time é formado por Kahn (Alemanha); Cafu (Brasil), Ferdinand (Inglaterra), Hong Myung-bo (Coréia do Sul) e Ozalan (Turquia) Fadiga (Senegal), Ballack (Alemanha), Ronaldinho Gaúcho (Brasil) e Sas (Turquia); Ronaldo (Brasil) e Rivaldo (Brasil). Amanhã, a Fifa divulgará o nome do melhor jogador do Mundial. Na minha opinião, o ganhador da Bola de Ouro será Ronaldo ou Rivaldo.
SEM ZAGALLO
Pela primeira vez, a Seleção Brasileira foi campeã mundial sem contar com a presença no grupo de Zagallo. Em 1958 e em 1962 Zagallo conquistou o título como jogador. Em 1970, ele foi o treinador da seleção e em 74 foi auxiliar-técnico. O treinador era Parreira. Como treinador Zagallo também foi vice-campeão em 1998 e quarto colocado em 1974.
IMITAÇÃO
Os pilotos brasileiros que disputam a Fórmula Indy se reuniram ontem nos EUA para assistir à final da Copa. Com a vitória do Brasil, os pilotos decidiram fazer uma homenagem especial, cortando o cabelo igual ao de Ronaldo, artilheiro do Mundial. Até mesmo Roberto Moreno entrou na brincadeira. A calvície o impediu de entrar na fila do corte, mas ele imitou o visual do jogador improvisando um implante. Bruno Junqueira, Christian Fittipaldi, Cristiano da Matta e Tony Kanaan completam o time de “Ronaldinhos†do Brasil na Fórmula Indy.
DECADÊNCIA?
Gostei da observação de Sérgio Noronha, comentarista da TV Globo: “Campeão mundial em 94, vice-campeão em 98 e campeão em 2002. E ainda dizem que o futebol brasileiro está em decadênciaâ€. Falou tudo.
CONFUSÃO
A polícia portuguesa e torcedores brasileiros entraram em choque. Os soldados chegaram a usar balas de borracha para dispersar centenas de torcedores que fecharam uma rua para festejar a conquista do penta. Segundo o site do jornal “A Bolaâ€, a chegada da polícia não foi bem recebida pelos torcedores. Aí surgiu a confusão.