08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O espírito da copa


| Tempo de leitura: 2 min

Acontece a cada quatro anos. O Brasil inteiro fica verde-amarelo: casas, automóveis, ônibus, escolas, oficinas, estabelecimentos comerciais, enfim, tudo. Uma aura, uma vibração, um clima diferente invade todo o País. É a Copa do Mundo. Todos parecem estar recebendo um chamado da Pátria. Todos se unem em torno de um objetivo comum: o de mostrar que temos o melhor futebol do mundo e elevar o Brasil acima de todas as nações. Já existia o Espírito do Natal. O brasileiro criou o Espírito da Copa.

O povão, de um modo geral, sempre foi marginalizado do processo sócio, político e econômico. Os principais fatos históricos não contou com a participação popular; logo, a história brasileira ainda está para fazer. Mas no século XX, com o advento do futebol, o povo brasileiro se encontrou como nação, país e tudo o mais. Não mais existe ali rico ou pobre; branco, negro ou índio; católico, evangélico, macumbeiro, espírita, budista ou qualquer outra religião... Esteja onde estiver, no campo ou na cidade, Interior do Nordeste, sertão da Amazônia, Pantanal ou Pampa gaúcho. Cada um está participando do grande evento.

Bem. Agora somos pentacampeões mundiais de futebol. A Copa do Japão - Coréia acabou e o Brasil vive uma nova fase em sua vida. Vocês já imaginaram o quão maravilhoso seria o Brasil se toda essa energia, vibração e união fossem canalizadas para outras atividades? Somos 170 milhões de técnicos de futebol, que tal sermos 170 milhões de experts em política? Se o Brasil está assim é que o que deveria ser feito ainda não foi feito. É esse o caminho. E relembrando 1994, quando escrevi que onde nós, brasileiros, encontramos toda liberdade e condições para desenvolver o nosso potencial, nos tornamos os melhores do mundo, acrescente: onde todos se uniram em torno de um ideal comum. (José Carlos Felix de Abreu - RG. 9.914.647).