“O fechamento da entidade geraria um caos na cidade. A chegada das adolescentes é inesperada. Muitas vezes temos que acionar a casa durante a madrugada, através da assistente social (Silmaire Cruz Tarantela), que recebe as meninasâ€, expõe Darlene Têndolo, presidente do Conselho Tutelar de Bauru.
As meninas abrigadas na Casa de Nazaré e no abrigo para meninas do Cevac são encaminhadas às entidades pelo Conselho Tutelar. “Não podemos nem imaginar a possibilidade da Casa de Nazaré fechar. Se fechar, não teremos onde abrigar as meninasâ€, alerta Darlene, num apelo à comunidade.
Ela afirma que a entidade é fundamental para o trabalho do Conselho Tutelar e enfatiza que o abrigo do Cevac veio para dar suporte à Casa de Nazaré, que muitas vezes ultrapassou sua capacidade máxima, atendendo até 23 meninas. Ontem, a Casa de Nazaré tinha 20 meninas, enquanto o abrigo do Cevac tinha seis.
“Temos que sair da questão do assistencialismo. Estamos falando de direitosâ€, enfatiza a presidente do Conselho Tutelar.
Ela pede ao empresariado de Bauru que destine seu imposto de renda ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Dessa forma, o recurso fica na cidade e não vai para o governo federal para ser redistribuído. â€œÉ uma questão de consciênciaâ€, diz.