08 de julho de 2026
Bairros

Situação requer ação do poder público, diz Brito

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Para o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, a situação de Bauru requer medidas sérias para conter o aumento das favelas e bolsões de pobreza.

O último levantamento feito pela Prefeitura de Bauru no final do ano passado indica que existem 19 favelas em Bauru. Elas totalizariam 2.649 barracos, com uma população de aproximadamente 13.177 pessoas.

Brito estima que essa população pode ter aumentado cerca de 10%, o que representaria aproximadamente 14.500 pessoas moradoras de favelas.

No ano passado, uma favela que estava sendo formada no Núcleo Geisel foi extinta porque o proprietário do terreno ganhou a reintegração de posse. Os moradores, no entanto, montaram novos barracos nas proximidades do Bauru Country Club.

“Bauru precisa ter um organismo cuidando de favelas. Ninguém faz nada em relação a essa parte no Município”, afirma Brito. Ele acredita que a cidade precisa de um centro de triagem de imigrantes com estrutura multidisciplinar para detectar tais problemas.

“Isso surge na cidade como uma ferida e a gente vai deixando crescer. A cidade está empobrecendo cada vez mais”, agrava o coordenador da Defesa Civil. Ele enfatiza a necessidade de um trabalho de diagnóstico da pobreza em Bauru e de identificação de eventuais correntes migratórias.

â€œÉ uma ação muito trabalhosa. Eu tenho a impressão de que por isso o pessoal fica meio distante”. A solução, segundo Brito, requer trabalho integrado com a comunidade.

A titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Sandra Scriptore, afirma que o trabalho referente à formação de novas favelas exige envolvimento de diversas secretarias.

“Não tenho como impedir que eles se assentem. A Sebes não tem a função de fiscalizar assentamentos. Não tenho nada a falar sobre isso. Eu nem sei se essa área no Pousada da Esperança é pública ou privada”, diz.