10 de julho de 2026
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Ah! a globalização; a meta da inflação sobe para 4,0%!?...


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Pode ser que me engane, mas creio ser a primeira vez que vejo na mídia a seguinte afirmação. “A animação dos investidores, pela aposta de que o Banco Central poderá usar o viés e baixar os juros, assegurou o fechamento das ações no pico de alta e fez os juros futuros recuarem (JC/Agenda Econômica/28/6). Entendo que, supostamente, isto é, alterar a inflação, em qualquer que seja o país, ainda que se trate de um volume do tipo de “ampliar a meta da inflação e a margem de desvio, segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), elevando a meta de inflação e a margem de desvio” alargada entre 3,5% a 4,0%. Para o próximo ano vindouro de 2003 com flutuação de 2,5% acima e abaixo, sob flutuação de 2,0% “para 2004”.

A manobra monetária em questão, além de permitir o alargamento e a elevação da inflação no país, provoca aceleração paralela, na busca do consumo elevado, situação que por sua vez, gera mais inflação. Parece tratar-se (opostamente), da curiosa afirmativa de Adam Smith (1723-90), sugerindo enfaticamente, a obrigatoriedade do investimento Estatal, ainda que provocando baixa inflação, por força do aquecimento do consumo parcimoniosamente vivenciado pela sociedade. Smith ainda cobrava a responsabilidade do Estado na geração de oportunidades de trabalho a todos os cidadãos desempregados. E o fazia, cônscio de que à população não cabia a culpabilidade de faltar emprego. Smith (1723-90), que vivera cerca de 100 anos antes de Karl Marx (1818-83), entretanto, não teria se antecipado aos pensamentos de Marx na obra (O Capital), como muitos pensam.

O atual apoio dos analistas na “alteração das metas” em busca das “perspectivas de que o BC use o viés adotado pelo Comitê de Política Monetária (Copom)”, na última reunião para cortar o juro básico. Quanto a isso, creio que não se deva ir ao pote com muita sede, pelo fato da animação da Bolsa, aguardando o favorecimento da “atividade econômica, o ganho das empresas, e a valorização das ações no pregão”. Assim como “a recuperação das bolsas norte-americanas...” Que na verdade, é assunto indiferente à nossa economia. A não ser, quanto aos altos custos do dinheiro do FMI, de onde, (alguém mais atrevido daquela organização monetária), resolva comparar-nos a Argentina, tal como ocorreu há pouco e levou imediatamente o presidente do BC, Armínio Fraga aos Estados Unidos. (O autor, José Almodova, é professor-Mestre pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br)