Apesar de não contar mais com nenhuma equipe de pólo aquático feminino - a do BTC foi extinta no ano pasado-, Bauru pode ter três jogadoras na Seleção Brasileira júnior nos próximos Jogos Pan-Americanos.
A equipe que representará o País na competição, de 10 a 19 de agosto em Palm Beach (EUA), está em fase de treinamentos e três atletas de Bauru passaram pelo primeiro corte que selecionou 18 entre 28 jogadoras. No próximo dia 15 de julho o grupo que vai ao Pan, com 13 atletas, será definido pelo técnico Roberto Chiappini.
A centro Luiza Carvalho tem vaga garantida, inclusive na seleção principal. Já a atacante Sarah Fernandes e a marcadora de centro Bárbara Kernbeis dependem da avaliação do treinador. “Estamos confiantes e treinando bastante para isso. Chances, nós temosâ€, afirma Bárbara, que foi convocada pela primeira vez para uma seleção nacional.
Sarah, por sua vez, já foi convocada anteriormente, por isso, as duas acreditam que ela tenha um pouco mais de chances. Ambas já participaram de seleções paulistas e esperam estarem juntas nos EUA.
Para elas, o Brasil tem chance de ficar entre os três primeiros colocados. As maiores forças da modalidade na competição devem ser EUA e Canadá. Cuba também tem um pólo forte. As três primeiras colocadas garantem vaga para o Mundial.
As bauruenses jogam pelo Paulistano, time da Capital. Em 2.000, elas integravam o time juvenil do BTC, campeão brasileiro. No entanto, a equipe foi extinta devido à falta de apoio. “Chegou uma hora que as meninas tinham que tirar dinheiro do bolso para viajar. Não havia qualquer tipo de incentivo e as jogadoras foram desistindo até acabarâ€, relata Sarah.
“Isto porque fomos campeãs brasileiras em 2.000. No anos passado fomos vice-campeãs paulistas e terceiras no brasileiro juvenilâ€, completa Bárbara.
Sobre o momento atual do pólo feminino no País, as atletas não mostram muito otimismo. “O pólo já teve fases melhores. Ano passado nós estávamos evoluindo. Este ano, não sei, eu achava que a gente ia estar melhor, viajando mais, com mais times, mais meninas querendo jogar. Infelizmente isto não está acontefendoâ€, lamenta Sarah.
“O incentivo aqui em Bauru é muito pouco. É só com a força de vontade de cada atleta mesmo que vai. É muito difícil encontrar alguém que queira jogar ou treinar, porque não tem incentivoâ€, complementa Bárbara.
Para Sarah, o fato de as pessoas estarem trocando os clubes por academias para desenvolver atividades físicas também colabora para a situação incômoda vivida pelo pólo, principalmente o feminino.
Apesar das dificuldades, Sarah e Bárbara, juntamente com outras ex-jogadoras do BTC, tentam reorganizar o time. Para isso, pedem que garotas, principalmente na faixa de 14 a 18 anos, interessadas em iniciar ou reforçar a prática do pólo aquático entrem em contato com o BTC.
“Podem procurar o Nando (Fernando Lapo) e o André (Anastásio), que são os teinadores. Estamos fazendo reuniões e estudando a viabilidade de um novo time. É importante para a cidade. Fomos convocadas jogando no Paulistano, mas gostaríamos de ter sido por um clube daquiâ€, declara Bárbara.