10 de julho de 2026
Política

Vereador é contra aplicação de sistema de Jundiaí em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), que integrou o grupo que realizou a visita técnica ao sistema de tratamento de esgoto de Jundiaí (SP) na semana passada, descarta a implantação do processo na cidade. Ele afirma que é contra a privatização do serviço e comenta que o sistema utilizado em Jundiaí não é viável para Bauru.

O vereador sustenta que o sistema de concessão utilizado na outra cidade, de lagoas aeradas e sedimentação, exige um grande consumo de energia elétrica, o que representa uma despesa de R$ 220 mil para funcionar. “No caso do DAE de Bauru isso representaria um acréscimo de 10% em suas despesas mensais”, diz.

Paulo Eduardo também tem preocupação com o lodo resultante do tratamento. “No caso de Jundiaí é gerado 115 toneladas por dia de lodo, que devem ser transportados pelo equivalente a 20 caminhões basculantes com capacidade de seis toneladas por dia. Isso também necessita uma área adequada para o controle do subproduto do tratamento. Em Bauru, as audiências públicas apontaram um sistema com baixo custo de energia”, lembra.

O parlamentar cita que a previsão é de que o sistema de reator anaeróbico associado a um segundo sistema gere necessidade de R$ 34 mil por mês de gasto com energia elétrica com baixo índice de geração de lodo, em média 41 toneladas/dia. A projeção de tratamento é para uma população de 500 mil habitantes. “Sou contra a privatização e sei que o DAE está buscando financiamento para implantar o sistema sem concessão”, completa.