O diretor da Cadeia Pública de Bauru, delegado Roberval Fabbro, aproveitou a visita do deputado Renato Simões para pedir que ele interceda junto ao governo estadual na destinação de medicamentos para os presos. “Fizemos esse pedido para o deputado. É uma das reivindicações dos presos e um dos motivos pelo qual eles tentaram fuga no último final de semanaâ€, conta o delegado.
Fabbro conta que está tentando viabilizar assistência jurídica, outra reivindicação dos presos, junto à Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Nós estamos acertando com a OAB para dar assistência jurídica aos presosâ€, conta.
Um mutirão de advogados poderá analisar a situação processual dos presos para agilizar os processos. Um dos membros da Subcomissão de Assuntos Carcerários, Ricardo Soubhie, promete levar o pedido ao conhecimento do presidente da Subseção Bauru, Édson Reis.
Soubhie explica que se for possível atender a reivindicação dos presos, os advogados vão analisar caso a caso. “Vamos analisar o pedido para ver o que é possível fazer por eles, a fim de melhorar a situaçãoâ€, diz.
Quanto à possibilidade de interdição da cadeia, Fabbro acha a proposta inócua. “Acho vaga essa proposta porque o Centro de Detenção Provisória está em construção e não haveria espaço físico para acomodar os 180 presos que temos aqui hojeâ€, explica.
Fabbro conta que a situação na cadeia ainda é tensa. “Melhorou um pouco, mas ainda é tensa. Temos que tomar muito cuidado porque não sabemos o que pode acontecer amanhã. A quantidade de presos por cela é em torno de 17, o que eleva os problemas, tanto de saúde como de segurançaâ€, frisa.