A população de Bauru e região, como em todo Brasil, tem acompanhado as imensas filas em frente à Caixa Econômica Federal. O motivo é o pagamento dos créditos complementares do FGTS referentes aos planos Verão e Collor 1. Além do desgaste para a população, que espera horas para receber o benefício, o pagamento está impondo uma jornada de trabalho absurda para os bancários, que chega a dez horas diárias e expediente aos sábados. O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região vem a público informar que estas medidas são claramente ilegais. A legislação permite duas horas extras diárias em caráter excepcional e com anuência do sindicato. O trabalho aos sábados é vedado pela CLT. O Sindicato dos Bancários de Bauru, que não foi ouvido pela diretoria da Caixa Federal - uma prova do autoritarismo da instituição - solidariza-se com a população nas filas e já está tomando as medidas cabíveis para proteger o direito dos trabalhadores. Na semana passada, a pedido do Sindicato, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) autuou o banco, após realizar uma fiscalização e encontrar dez bancários com a jornada extrapolada. Em relação às filas, a pergunta que fica é: se o acordo para o pagamento foi firmado em junho de 2001, será que não houve tempo hábil, após um ano, para a CEF organizar-se e não crucificar os bancários e a população? É bom lembrar que existe uma Lei Municipal em Bauru, que proíbe que o tempo de espera em filas supere 30 minutos (nos dias de pico) e 15 minutos (em dias normais). Quem quiser reclamar do descumprimento da lei deve ir até a sede do Sindicato dos Bancários (rua Marcondes Salgado, 4-44), com duas testemunhas e preencher o termo de denúncia. A diretoria da entidade está atenta! (Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região - CUT)