07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha


| Tempo de leitura: 3 min

• Multimídia

A compra de um caro aparelho multimídia tomou as atenções da Câmara Municipal de Bauru, ontem. O equipamento foi adquirido pelo dobro do preço e o prejuízo só não foi mantido porque um servidor conseguiu com que a empresa fornecedora restituísse R$ 9.850,00.

• Alta cotação

O processo cumpriu as exigências legais na comissão de licitação. Mas a diretoria administrativa cotou o valor do equipamento em R$ 21 mil. Outro fato estranho, que chamou a atenção do Ministério Público, é que três empresas apresentaram ofertas próximas de R$ 18 mil.

• Canetada

O promotor Fernando Helene vai apurar o que ocorreu na elaboração da estimativa de custo, mas já verificou que há um documento “assinado” por uma empresa que nem foi convidada. Ao todo, quatro empresas receberam carta-convite. A quinta ficou por conta de quem conduziu o processo.

• Cancelamento

A presidência da Câmara distribuiu nota, ontem, argumentando que houve “erro” no início do processo, mas que o prejuízo foi evitado. A Câmara informa, também, que a comissão de licitação evitou prejuízo de até R$ 50 mil em uma outra compra. Agora, uma comissão de cotação de preços vai ser criada para tentar eliminar o problema.

• Caldeirão

Um vereador comentou que os “erros” da diretoria administrativa foram repetidos em mais de um procedimento. Uma das reações: o vereador José Santana (PV) pediu informações sobre despesas com compras e gastos de pessoal. O vereador José Clemente Rezende (PSB) também está verificando.

• Quem bancou?

Desse início de investigação, o que fica é o sentimento de que a tentação em se manipular “erradamente” o dinheiro público é latente. Pode haver muito mais entre a entrada da Câmara e o teto onde seria colocado o telão do que se imagina. O MP precisa ir fundo e descobrir quem bancou o “erro”.

• Hora de mudar

Depois da Lei Fiscal, que moralizou a gastança desenfreada de chefes de Executivo, talvez fosse a hora de se fazer algo semelhante com as compras de todos os bens e serviços feitas pelos agentes públicos. A tal carta-convite é realmente um convite aos “erros”, que sempre ocorrem.

• Realizado

O vereador Toninho Garmes (PSDB) disse, ontem, que se sentiu realizado com o posicionamento do prefeito e da presidência do DAE sobre o projeto de tratamento de esgoto. Garmes alfinetou para ver Nilson Costa (PPS) assumir que o programa não será privatizado. “Me sinto gratificado porque o DAE tem condições de tratar o esgoto e a posição foi acatada”, aponta.

• Autorização

O vereador lembra que a Câmara tem que autorizar o financiamento que está sendo solicitado junto à CEF para o tratamento de esgoto. “A Câmara nunca se negou a oferecer meios para atender à coletividade e não vai ser agora que vai deixar de fazê-lo. Mas os vereadores deveriam ter sido informados do pedido de financiamento”, menciona Garmes.

• Retificação

Cometemos ontem, neste espaço, um imperdoável atentado à nossa Língua Portuguesa, prontamente retificado pelo professor Gino Crês, assessor de cerimonial da Câmara Municipal. Onde saiu escrito “mau súbito”, leia-se mal súbito. Pedimos perdão aos leitores.