Barra Bonita - Um documento sem foto era, até o fim da tarde de ontem, a principal pista da Polícia Civil para identificar o homem encontrado morto no início da noite da última terça-feira, em Barra Bonita.
Junto com o corpo foi encontrado um papel timbrado da Prefeitura de Lins, em nome de João Lopes. O delegado Claudemir Ferracini entrou em contato com a prefeitura, mas até ontem ele ainda não havia recebido resposta sobre a identificação que consta no documento.
Além do auxílio da prefeitura, a polícia espera também a conclusão do exame dactiloscópico (sistema de identificação por meio das impressões digitais).
De acordo com o delegado, é difícil saber quando o exame estará pronto, mas ele espera receber o resultado dentro de um prazo de 20 dias, aproximadamente.
Ainda não se sabe oficialmente o que teria provocado a morte do suposto indigente. Os exames preliminares realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Jaú apontam para morte natural, segundo Ferracini.
O corpo foi encontrado próximo ao rio Tietê, no Centro da cidade, pelo operário José Roque Marques Neto, por volta das 18h. Ele entrou em contato com a polícia, que por sua vez encaminhou o corpo para o hospital da cidade e de lá para o IML, em Jaú. Segundo testemunhas ouvidas pelos policiais, o homem ainda não-identificado teria passado o dia no mesmo local. Mas não souberam dizer se o mesmo apresentava sinais de vida.
Quando foi encontrado, o corpo estava enrolado em um cobertor e sem marcas de violência, segundo informou o delegado. De acordo com as características fornecidas pelo policial, a vítima aparenta ter entre 40 e 50 anos, tem cor parda e estatura mediana.
Até o fim da tarde de ontem, nenhum parente havia procurado o IML ou a delegacia para fazer o reconhecimento do corpo.