O Departamento de Água e Esgoto (DAE) vai obter R$ 1,3 milhão da Caixa Econômica Federal (CEF) para a instalação de interceptores de esgoto na região do córrego da Água Comprida, na área que vai do Horto Florestal até a baixada do Sambódromo. A assessoria de imprensa da autarquia informou, ontem, que a verba está há vários meses disponível na CEF, mas só agora o banco federal deu o sinal para a utilização do recurso.
O recurso não é suficiente para a conclusão de todas as etapas de instalação de interceptores prevista para a cidade. Seriam necessários R$ 25 milhões para finalizar o processo. Contudo, a autarquia entende que pode adiantar uma das fases em uma região específica da cidade com a verba em fase de liberação na CEF.
A aplicação do recurso tem uma história antiga, que remete a 1997. O investimento foi disponibilizado ainda na gestão de Antonio Izzo Filho, mas não foi utilizado. Depois, o processo permaneceu em aberto durante o governo transitório de Nilson Costa (PPS). Depois de vencer a eleição de 2000, o atual governo retornou os entendimentos com o banco federal para que o dinheiro fosse liberado.
Entretanto, a solicitação foi para que a cifra fosse disponibilizada para a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA). A CEF acabou não aceitando. A última palavra foi de que o recurso só poderia ser usado em obras de esgoto.
Com isso, a autarquia retomou as conversações nos últimos meses. Assim, a CEF acabou autorizando a liberação. A instalação dos interceptores é uma das etapas para a implantação definitiva do tratamento de esgoto na cidade.
O DAE aguarda aprovação da CEF para o financiamento de R$ 51 milhões, com mais R$ 6 milhões de contrapartida do órgão municipal. O pagamento seria realizado em 15 anos com taxa de juros de 6%.