Eles podem provocar uma verdadeira revolução no mercado automobilístico e energético do País. Os motores “flex-fuelâ€, que podem equipar os carros e torná-los capazes de rodarem com gasolina, álcool ou gás natural, já são uma realidade.
Tal tecnologia já vem sendo desenvolvida pelas montadoras. A Ford, por exemplo, apresentou durante o lançamento do novo Fiesta três protótipos dotados com os propulsores multicombustíveis.
Com eles, além de podermos escolher livremente o combustível mais barato para abastecer nossos automóveis, poderemos nos livrar das conseqüências danosas que a mistura excessiva de álcool na gasolina pode causar aos veículos, assunto que estampa a capa da edição de hoje do AutoMercado&Cia.
Mas, para massificá-los, há ainda muito o que fazer. Além de questões técnicas, alguns fatores contribuem para a viabilidade da aplicação em maior escala dos combustíveis alternativos. Entre eles, conforme relata Rogelio Golfarb, diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da Ford, estão a própria modelagem da matriz energética nacional e programas de incentivo governamentais.
Outro aspecto importante, continua Rogelio, diz respeito à garantia de abastecimento do combustível, envolvendo toda a cadeia, desde a infra-estrutura de produção até a ampliação da rede de postos de venda.
Por último, mas não menos importante, são as questões do preço e do respeito ao meio ambiente. Sem oferecer algum atrativo para o consumidor, as chances de popularização são praticamente nulas. Além disso, de nada adianta revolucionar o mercado sem criar mecanismos que garantam o equilíbrio ambiental.