09 de julho de 2026
Regional

Despoluição começou há 9 anos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Garça - A primeira estação de tratamento de esgoto de Garça entrou em operação em 1993 e é a mais modesta das três. Com capacidade para tratar apenas 10% dos dejetos da cidade, a estação Morada do Sol deu início ao processo de despoluição do rio Tibiriçá. Com a entrada em funcionamento, em 1999, da segunda estação, o rio deixou de ser o caminho natural da metade do esgoto produzido no município.

Por estar localizada na cabeceira de duas bacias, a do rio Tibiriçá e a do rio do Peixe, a cidade despejava nelas toda a impureza gerada diariamente pela população – cerca de oito mil metros cúbicos de esgoto.

Cada bacia recebia 50% dos dejetos. Enquanto a terceira estação não entrar em funcionamento, o rio do Peixe continuará sendo penalizado com sua cota diária de sujeira.

Na estação Morada do Sol, o tratamento do esgoto é feito por lodo ativado por batelada. Trata-se de um sistema compacto, em que é possível tratar uma grande quantidade de dejetos em um pequeno espaço.

Esse sistema também funciona com aeração, em que máquinas injetam oxigênio na água poluída e provoca a multiplicação de bactérias que se alimentam do esgoto.

O lodo resultante desse processo é usado como adubo, em reflorestamentos.

Na estação Tibiriçá, a segunda a ser construída, o processo é todo natural. Não há intervenção mecânica na purificação da água. O esgoto passa por três lagoas antes de ser devolvido à natureza.

Nesse sistema de tratamento, mais conhecido como ‘lagoa australiana’, o maior problema é o mau cheiro. Quando chove ou baixa a temperatura, a situação fica ainda pior. Por esse motivo, estações desse tipo normalmente são construídas na zona rural.

A terceira estação de Garça, prevista para entrar em operação no próximo ano, usará um sistema híbrido. Ela irá englobar os dois tipos de tratamento que existem hoje na cidade: o natural e o aeróbico.

Com o nome de ‘lagoa aerada’, o sistema utilizará uma área de três alqueires - a mesma usada pela estação Tibiriçá. Mas com a mecanização do tratamento, a capacidade de absorção do esgoto será ampliada, em comparação à do Tibiriçá.

De acordo com o diretor superintendente do Serviço Autônomo de Águas e Esgoto (Saae) Cláudio Travassos Delicato, 36 anos, a mecanização do sistema a ser implantado na estação Rio do Peixe está orçada em R$ 300 mil.