A imaturidade física e emocional do bebê exige que ele seja acompanhado regularmente por um médico. A primeira consulta acontece minutos após o parto. Ali, o bebê será avaliado por completo e receberá uma nota (Apgar). Crianças saudáveis recebem Apgar entre 8 e 10. Menos que isso significa que precisam de cuidados especiais.
Antes de ir para casa, a mãe recebe várias orientações de enfermeiras e do próprio médico. “Eu costumo fazer uma primeira consulta antes do parto, para criar um vínculo com a mãe. E gosto de examinar o bebê junto com a mãe, para que ela vá conhecendo o filho conforme a avaliação médicaâ€, comenta o pediatra Francisco Garcia Neto.
Depois que recebem alta, mãe e filho deverão voltar ao pediatra após uma ou duas semanas, conforme determinação do profissional. Neste período, o médico vai avaliar se a amamentação está sendo suficiente e se há alguma alteração na saúde da criança.
â€œÉ muito comum, nos primeiros dias, o bebê perder entre 5% e 10% do peso. Isso acontece porque, quando estava no útero, a mãe fazia tudo por ele. Quando corta o cordão umbilical, o bebê passa a ter vida própria e isso requer um certo gasto calórico. Só que ele ainda não está ingerindo alimentosâ€, explica o médico.
Segundo ele, quanto mais cedo o peito é oferecido ao bebê, mais rápido desce o leite da mãe. Mas a quantidade de leite só será suficiente para nutri-lo a partir do segundo ou terceiro dia. Nesse período, a criança sobrevive da chamada gordura amarela - um “estoque†de energia preparado pela natureza.
Essa gordura vai oferecer “combustível†para a energia gasta na respiração, sucção, evacuação, manutenção da temperatura corpórea e todo o metabolismo do bebê. Só depois deste período é que a criança começa a ganhar peso.
A partir daí, as visitas ao médico passam a ser mensais. Alguns pediatras solicitam a consulta mensal até 12 meses. Outros determinam 6 meses, com consultas bimestrais a partir de então. Gradativamente, essas visitas tornam-se mais espaçadas, chegando a semestrais ou anuais a partir dos 3 anos de idade.
Vacinação
Nestas consultas periódicas, além de acompanhar o desenvolvimento da criança, o pediatra vai orientar os pais sobre o calendário de vacinas do bebê. Elas são necessárias para proteger a criança contra várias doenças.
Logo nos primeiros dias de vida, a criança deve tomar a BCG (contra a tuberculose) e a vacina contra hepatite B. Esta última precisa de doses de reforço no primeiro mês e aos seis meses.
Com dois meses, o bebê pode tomar a primeira dose da Sabin (gotinha contra poliomielite - a paralisia infantil), a tríplice (contra difteria, tétano e coqueluche) e a vacinas contra meningite. Todas elas têm dose de reforço aos quatro meses e aos seis meses.
Aos nove meses o bebê recebe a vacina contra sarampo. A partir de um ano, ele deve ser imunizado contra catapora e hepatite A. Com 15 meses, ele toma mais uma dose contra pólio, repete a tríplice e meningite e toma a primeira dose da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba). Por volta dos 5 anos, a criança vai tomar a última dose da gotinha (pólio).
A pediatra Marília Garcia explica que todas as crianças devem tomar as vacinas, a não ser que estejam com febre. Algumas crianças podem apresentar uma reação depois da vacina, mas é raro acontecer.
“Existem mães que chegam em casa e dão remédios para prevenir essa reação. Isso não adianta. O antitérmico só funciona quando existe a febre, mas não previne. Se ela toma antes, quando aparece a febre, não pode tomar de novoâ€, salienta.