11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Recorde

A Petrobras registrou recorde de produção semestral de petróleo no Brasil, com produção média de 1,510 milhão de barris por dia nos primeiros seis meses do ano. Esse número corresponde a uma elevação de 14,3% na comparação com igual período de 2001. Em junho, a empresa bateu o recorde mensal de produção e atingiu a marca de 1,550 mil barris por dia, com cerca de 82% originados da Bacia de Campos (RJ), ultrapassando em 1,2% a produção mensal recorde anterior, registrada em maio.

• Crescimento

Segundo a empresa, a média de crescimento da produção em companhias de petróleo do porte da Petrobras é da ordem de 3% ao ano. O que teria contribuído para o resultado anunciado pela estatal foi a entrada em operação, em dezembro de 2001, da plataforma P-40, no campo gigante de Marlim Sul. Em junho, a P-40 atingiu a produção de 150 mil barris por dia, com nove poços produtores em operação. A Petrobras ainda registrou como fator positivo para o desempenho semestral a entrada em produção do poço AB-65, no campo de Albacora, também na Bacia de Campos (RJ).

• Metas

A antecipação de metas por parte de operadoras locais de telefonia fixa, como a Telefonica e a Telemar, que conferiu a essas empresas o direito de explorar serviços de longa distância, promete ser mais um problema para a Embratel, já às voltas com o escândalo contábil envolvendo sua controladora, a norte-americana WorldCom. A Embratel é líder nesse segmento e, segundo analistas de telecomunicações, o aumento da competitividade deve provocar uma queda nas margens de lucro com ligações interurbanas e internacionais. A Embratel vem perdendo mercado nos últimos dois anos, mas isso já era previsível, porque tinha monopólio nos serviços de longa distância.

• Desafios

Agora, um dos grandes desafios da empresa é conseguir entrar em outros nichos dominados por suas concessionárias locais. Isso pode começar a mudar se a Embratel conseguir uma concessão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para trabalhar com chamadas intraestaduais. Atualmente, a operadora paga taxas de interconexão para as concorrentes. Outro problema é a alta inadimplência. Cerca de 9% da receita tem sido comprometida com contas não pagas.

• Saída

Uma possível saída para a empresa, a venda do controle da WorldCom, foi ventilada pelo mercado. Mas pelas regras da Anatel, isso não pode ocorrer antes de julho do ano 2003. Entre as saídas alternativas já indicadas por alguns analistas está a venda de apenas parte das ações, mas sem que a holding perdesse a condição de controladora.

• Investimentos

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) deve colocar em prática no segundo semestre de 2002 vários projetos na área de internet, que demandaram, juntos, perto de R$ 150 milhões em investimentos. O primeiro deles prevê a instalação de terminais de acesso à internet em todas as agências dos correios de cidades com até dez mil habitantes. O pool de fornecedores dos terminais é liderado pela empresa Unisys.

• Tecnologia

Serão gastos R$ 113 milhões na compra dos terminais e de serviços de tecnologia prestados pelas empresas participantes do pool. Espera-se que no final de 2003, com a expansão do projeto, estejam instalados 5,6 milhões de acessos públicos. Entre agosto e setembro, deverá ter início a distribuição de endereços eletrônicos para a população brasileira. Cada cidadão terá direito a um endereço com terminação @correios.com.br, conta que será acessada pela página da empresa na internet. A parceria para fornecer os endereços eletrônicos foi firmada com a Brasil Telecom.

• Virtual

Por fim, em meados de outubro deve entrar na web o projeto shopping virtual, um espaço onde empresas de qualquer setor da economia poderão divulgar seus produtos. Com essa idéia, os Correios pretendem criar uma nova fonte de receita, vinda do “aluguel” do espaço na internet. A expectativa é de que sejam formadas, no primeiro ano de funcionamento do shopping virtual, entre 700 e 1.000 lojas.