Graças a uma lei promulgada em 1997 pelo governador Mário Covas, morto ano passado, 9 de julho passou a ser feriado estadual. A data lembra a Revolução Constitucionalista de 1932 - um movimento militar em que o Estado de São Paulo lutou contra as tropas do então presidente Getúlio Vargas.
Vargas havia derrubado o governo dos grandes latifundiários de São Paulo e Minas Gerais e abolido todas as instituições - do Congresso Nacional às câmaras municipais.
Durante a revolução, três bauruenses foram mortos em combate e até hoje seus nomes são lembrados: Rubens Fraga de Toledo Arruda, Alfredo Ruiz e Agenor Meira.
Com o fim da guerra, a cidade iniciou uma campanha para levantar recursos para a construção de um monumento que lembrasse o movimento revolucionário e a participação de Bauru na luta.
Em 9 de julho de 1936, o monumento foi inaugurado. Inicialmente instalado na avenida Rodrigues Alves, com a rua Gustavo Maciel, ele era todo decorado com capacetes e pentes de balas.
Com o aumento do movimento no local, o monumento mudou de lugar e foi parar em frente ao Colégio São José, ainda na mesma avenida.
Com o tempo todas as peças decorativas desapareceram e sobrou apenas o nome dos ex-combatentes.
Depois de passar por diferentes pontos da cidade e até mesmo depois de ficar um tempo em um depósito da prefeitura, o monumento foi recuperado e instalado ao lado do velório municipal, onde está até hoje.