09 de julho de 2026
Bairros

Vigilância procura Vick falsificado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A Vigilância Sanitária do Município e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru estão à procura de Vick Vaporub falsificado na cidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou todas as vigilâncias sanitárias, ontem, que o lote n.º 1.094 P do medicamento é falsificado.

A existência do medicamento falsificado foi constatada pela própria empresa fabricante do Vick Vaporub, a Indústria Procter e Gamble, de acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa. A empresa teria encontrado exemplares do lote 1.094 P em Bauru e outras cidades do Interior do Estado de São Paulo.

O delegado titular da DIG, J.J. Cardia, visitou cerca de 20 drogarias de Bauru ontem, mas não encontrou nenhuma unidade do lote falsificado. “Visitamos drogarias da área central, Núcleo Gasparini, Parque Vista Alegre, Vila São Paulo e Parque São Geraldo, mas não encontramos nenhuma lata do lote falsificado”, afirma.

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, que está divulgando o comunicado da Anvisa na cidade, orienta os proprietários de drogarias e farmácias a verificar os estoques do Vick Vaporub. Ana Paula Nardo Silva, diretora interina do DSC, pede para que as farmácias e drogarias entrem em contato com o órgão caso encontrem medicamentos do lote 1.094.

O DSC não fará a fiscalização por contra própria por falta de funcionários, segundo Ana Paula. “Estamos divulgando pela imprensa. Se alguém nos ligar, nós vamos retirar o produto da área de vendas. O produto será interditado e inutilizado após recebermos autorização da Anvisa”, explica.

A cidade tem 120 farmácias e drogarias e até ontem à tarde o DSC não havia recebido nenhuma confirmação da existência do remédio do lote falsificado.

Nivaldo Ticianelli, presidente de uma rede de drogarias em Bauru, diz que não encontrou nenhuma lata do medicamento falsificado nas unidades. “Já recebemos a fiscalização, estamos atentos aos estoques, mas não achamos nenhuma unidade do lote 1.094 nas lojas da nossa rede”, afirma.

Ele frisa que os farmacêuticos estão redobrando a atenção na venda do medicamento com o intuito de identificar possíveis unidades falsificadas. A orientação da Anvisa para as pessoas que têm Vik Vaporub do lote 1.094 P em casa é para suspender o uso.

O conteúdo da lata ainda não foi analisado, de acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa. Portanto, não sabe-se se trata de placebo ou produto com efeito semelhante ao verdadeiro. Mesmo assim, por configurar uma irregularidade, é recomendada a suspensão do uso.

O Vick Vaporub é um dos descongestionantes de uso externo mais vendidos nas farmácias e drogarias, de acordo com Ticianelli. A lata de 12 gramas é vendida entre R$ 4,30 e R$ 4,90.

Serviço

Os proprietários de drogarias deve retirar o Vick Vaporub do lote 1.094 das áreas de venda de e posteriormente comunicar à Vigilância Sanitária pelo telefone (14) 235-1458.

Reconheça a falsificação

A Anvisa informa que o Vick Vaporub falsificado é do lote 1.094 P, com validade até março de 2005, ou seja, de três anos. A agência informa que a validade do produto original é de dois anos.

O lote falsificado apresenta erros de português no rótulo, como o nome da Indústria Procter e Gamble, em letras minúsculas, e ainda palavras com erros de ortografia.

O medicamento falsificado, no entanto, contém, de acordo com a Anbisa, número de registro verdadeiro – MS1.2143.0003. A semelhança com o produto original é tamanha, segundo a Anvisa, que as últimas amostras falsificadas possuíam até lacre de segurança.