11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Perfil

Um novo perfil está se delineando para o empresariado brasileiro em virtude de uma série de transformações pelas quais o mercado vem passando na última década. Pesquisa feita pela revista Exame para o anuário Melhores e Maiores mostrou que as 500 maiores empresas brasileiras venderam mais no ano 2001, mas lucraram menos. A maior preocupação em aumentar o giro de produtos, deixando o faturamento em segundo plano, fica evidente.

• Faturamento

Levantamento feito pela Fipecafi, departamento de pesquisas da FEA/USP, mostra que, no balanço consolidado, as 500 maiores empresas brasileiras faturaram US$ 278,53 bilhões no ano passado, ou 5,8% a mais que no ano 2000. Ao mesmo tempo, as dívidas aumentaram 8,6% e os ativos diminuíram 0,74%. Os lucros tiveram o pior desempenho: queda de 56,62%, passando de US$ 8,42 bilhões para US$ 3,65 bilhões. Fatores externos como a crise argentina e o atentado terrorista aos Estados Unidos, além da crise de energia, foram os responsáveis pela queda no resultado financeiro das empresas.

• Automotivo

A liderança do faturamento ficou com o setor automotivo, somando US$ 30,57 bilhões em vendas no ano passado. O segundo lugar ficou com o segmento de atacado e comércio exterior, que movimentou US$ 30,29 bilhões, seguido por comércio varejista e telecomunicações, com US$ 28,27 bilhões e US$ 27,32 bilhões, respectivamente.

• Novela

O mercado de telefonia está diante de mais um capítulo da novela que envolve a briga entre a Embratel e a Telefonica. Ontem, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo pedindo a suspensão da liminar obtida pela Embratel, que impede a Telefonica de prestar serviços de longa distância para todo o País a partir de São Paulo.

• Competência

A base de argumentação é a Lei Geral de Telecomunicações, o Plano Geral de Outorgas e o artigo 21, inciso XI da Constituição Federal, que dispõe que é competência da União explorar os serviços de telecomunicações. No dia 29 de abril, a Telefonica recebeu autorização para expandir seus serviços de telefonia fixa, já que teria conseguido antecipar as metas de universalização de serviços. A liminar requisitada pela Embratel, no entanto, impediu a expansão.

• Contra II

Já em outro capítulo da história, o advogado geral da União, ministro José Bonifácio de Andrada, emitiu comunicado dizendo que a Advocacia Geral da União (AGU) também vai recorrer contra a liminar concedida à Embratel pela Justiça de São Paulo. Segundo o ministro, a intervenção ocorrerá porque a União tem interesse na causa. Para Andrada, a decisão de primeira instância garantiria nas mãos da WorldCom, controladora da Embratel, um monopólio injustificado. O interesse da União seria o de que o consumidor tenha multiplicidade de opções.

• ANP

Segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), os preços do óleo diesel ao consumidor final passaram por um repasse superior ao da gasolina depois do último reajuste da Petrobras. A pesquisa, realizada junto a 9,7 mil postos, mostra que a gasolina ficou 3,5% mais cara na semana do aumento nas refinarias, custando R$ 1,76 para o consumidor final. O óleo diesel encareceu 6%, passando para R$ 1,04 o litro, em média. A estatal elevou seus preços de gasolina e diesel em 6,75% e 9,5% respectivamente.

• Combustíveis

Outros combustíveis com preços acompanhados pela ANP, como álcool, gás natural e gás liqüefeito de petróleo (GLP) - gás de cozinha - mostraram comportamentos distintos. Enquanto o álcool e o gás de cozinha registraram queda na semana passada (1,22% e 0,47%), o gás natural teve alta de 0,76%, segundo o levantamento divulgado pela ANP.