08 de julho de 2026
Regional

Vítima não andava com seguranças

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - Enquanto Natasha Ometto estava em poder dos seqüestradores, amigos de Barra Bonita acompanhavam o caso apreensivos. Embora estivesse morando atualmente em São Paulo, ao lado da mãe, Natasha passava quase todos os fins de semana em Barra Bonita, com o pai. Não era normal vê-la acompanhada por seguranças.

À noite era comum encontrá-la em lanchonetes e clubes da cidade com os amigos. Segundo um desses amigos, que preferiu não se identificar, Natasha chamava a atenção pela simpatia, beleza e alegria.

Assim como no dia em que foi seqüestrada, a única companhia que ela desfrutava constantemente era a do motorista da família. Por ser menor de idade, Natasha não dirigia e para ir de sua casa até o Centro da cidade era indispensável o auxílio de um motorista.

A residência do pai, Pedro Ometto Neto, fica dentro da própria usina, na fazenda Pau d’Alho, ao lado da rodovia SP-255, que liga Barra Bonita a Jaú.

Ontem, não havia ninguém da família no local para comentar o fim do seqüestro. Todos estavam em São Paulo, onde Natasha foi libertada, na noite de anteontem.

Número de seqüestros duplica em SP

São Paulo - Pelo menos uma pessoa é seqüestrada por dia no Estado de São Paulo, onde, nos seis primeiros meses do ano, os seqüestros se duplicaram em relação ao ano passado.

Entre janeiro e junho, foram denunciados à polícia 199 casos de seqüestro em São Paulo, estado com 36 milhões de habitantes, mas que concentra a maior parte de seus delitos na violenta metrópole de 18 milhões, segundo balanço policial divulgado ontem.

Esta cifra significa um crescimento de quase o dobro em relação aos 102 seqüestros registrados no ano passado, no mesmo período.

Em 2001 ocorreram em São Paulo 307 seqüestros denunciados à polícia, quase 400% a mais do que em 2000, quando houve 63 denúncias. (AFP)