09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

'Guardadores de carros'


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Segundo informações não oficiais, está em andamento um projeto para cadastrar e regulamentar a função dos “guardadores de carros” da cidade de Bauru. Diante disso, acredito ser necessário tornar público alguns acontecimentos desagradáveis que envolveram estes cidadãos, os quais pude testemunhar. Há cerca de um mês, quando saía de um barzinho bastante freqüentado na rua Gustavo Maciel, fui abordada por um rapaz que me cobrava por ter “olhado” meu carro. Verifiquei que tinha somente R$ 0,40 e algumas notas de 5,00 e R$ 10,00; como acho que seria um grande absurdo ter que desembolsar esta quantia a um desconhecido, que sequer estava no local quando estacionei meu veículo, entreguei-lhe as moedas. Ele as recebeu com reclamações e xingamentos. Ao deixar o local, percebi que ele se abaixou ao lado do meu carro e, por temer uma agressão ou até quem sabe um furto, fui embora sem olhar para trás. Chegando em casa, constatei um risco no veículo, provavelmente originado por estilete. Há três semanas, quando uma amiga deixava o estacionamento de uma igreja, foi abordada por um indivíduo exigindo pagamento - esclareço que o referido estacionamento possui segurança e, portanto, não necessita de olheiros - ela recusou-se a pagar porque havia entregue na igreja o valor estipulado por ele e não tinha levado sua bolsa. Ele lhe disse que seu carro estava marcado e que, quando o encontrasse novamente, ele e seus amigos iriam fazê-la se arrepender. Como se não bastassem estes exemplos, há duas semanas, quando uma outra amiga saía de um show no Sesc, verificou que seu veículo, além de outros quatro, estava com todas as fechaduras entupidas com palitos de dentes. Os proprietários destes carros, ao conversarem, recordaram que haviam dito ao “guardador” que não seria necessário cuidá-los. Creio que em meio a alguns delinquentes, existam algumas pessoas responsáveis e desempregadas que fazem desta atividade seu “ganha-pão”; no entanto, se esta função for regulamentada, será necessário um árduo trabalho de conscientização destes cidadãos; não haver imposição de valor a ser pago e, primordialmente, que não tenhamos a obrigatoriedade deste pagamento. Afinal, pagamos várias taxas a mais quando freqüentamos bares, restaurantes, cinemas, teatros, etc. (Sônia Rodrigues - RG. 17.804.605)