11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Recorde

Nessa semana, a poupança da Caixa Econômica Federal (CEF) atingiu recorde histórico na instituição ao registrar R$ 40,020 bilhões de saldo em carteira. Em relação a dezembro do ano passado, quando os depósitos eram de R$ 35,277 bilhões, o crescimento é de 13,45%. A CEF informou que, com esse resultado, manteve a liderança no segmento de cadernetas de poupança e elevou sua participação no mercado brasileiro de 29,5%, verificado em dezembro, para 31,3%.

• Poupança

Para um total de R$ 6,969 bilhões captados pelo mercado neste ano, a Caixa foi responsável por R$ 4,326 bilhões. Atualmente, a instituição mantém pouco mais de 19,6 milhões de contas de poupança, sendo que desse total, 2,39 milhões foram abertas apenas neste ano. Para a superintendente nacional de serviços e captação da CEF, Celina Lopes, a poupança torna-se atrativa por não exigir valor mínimo nem máximo para depósitos, além de ser isenta de IR e IOF (para recursos que permaneçam na conta por mais de 90 dias) e de CPMF.

• Acesso

Celina Lopes destaca que o bom resultado da CEF também teria sido em função da facilidade de acesso à poupança, possibilitada pela expansão da rede lotérica - hoje com mais de 9 mil pontos no País. O perfil da base de clientes da poupança da CEF, por faixa de idade, está distribuído da seguinte forma: 4,99% dos clientes têm até 15 anos; 28,01% estão concentrados na faixa de 16 a 30 anos; 31,48% têm entre 31 e 45 anos; 20,04% dos clientes que aplicam em poupança têm entre 45 a 60 anos e 15,39% estão na faixa etária acima de 60 anos.

• Novela II

O diretor jurídico da Embratel, Pedro Martins, disse que a concessionária está tranqüila em relação à decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de entrar com recurso junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo, pedindo a suspensão da liminar que impede a Telefonica de prestar serviços de longa distância para todo o País a partir de São Paulo, conforme divulgado ontem nesta coluna.

• Idoneidade

Ontem, representantes da agência reguladora e da Advocacia Geral da União (AGU) estiveram em audiência com o presidente do TRF da 3ª Região para tratar do assunto. Martins disse que a Anatel e a AGU estão em seu direito e que enxerga a situação com a maior tranqüilidade, pelo fato da AGU ser um órgão idôneo e profissional. Sobre a acusação de que a atitude da Embratel estaria provocando entraves ao modelo do setor, o diretor afirmou que trata-se justamente do contrário.

• Novela III

Do outro lado, o presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, disse ontem, em São Paulo, que a guerra de liminares que está sendo travada pelo mercado de longa distância nacional tem prejudicado os investimentos no setor no País e colocado em xeque o modelo criado para as telecomunicações no Brasil a partir da privatização. Segundo ele, até a onda de fusões esperada para o mercado nos próximos anos está ameaçada.

• Semana menor

A Volkswagen vai adotar, a partir de agosto, a semana de quatro dias. Parte dos funcionários das unidades Anchieta (São Bernardo do Campo) e Taubaté trabalharão no regime de 34 horas semanais. A flexibilização da jornada foi negociada com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em acordo coletivo assinado em agosto do ano passado. O mecanismo já havia sido praticado entre dezembro de 2001 e março de 2002.

• Adequação

A redução da jornada na VW tem por objetivo adequar a produção às vendas do setor automotivo, que no 1º trimestre deste ano registrou queda de 17,7% ante o mesmo período de 2001, segundo a Anfavea. Os três dias (da semana) de folga na produção correspondem a 24 horas de redução na jornada mensal, perfazendo as 34 horas semanais.