11 de julho de 2026
Economia & Negócios

SPC tem 130 mil negativados

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Para evitar sustos com cheques sem fundos, o comerciante tem a opção de recorrer ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a informações nas lojas vizinhas, a principal fonte de informações sobre “suspeitos”. Mesmo assim, as perdas são inevitáveis.

“O comerciante arrisca e acaba entrando no prejuízo com o cheque sem fundo pré-datado”, diz o presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Franscisco Alberto De Bernardis.

Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Bauru, a cidade já soma mais de 130 mil cadastros negativados, ou seja, consumidores inadimplentes via cheque ou crediário. Só em junho deste ano foram incluídos 4.434 novos cadastros, contra 2.890 negativações canceladas.

Para Sérgio Evandro Motta, diretor do SPC local, o não pagamento eventual, os cheques extraviados e as falsificações são fatos que tornam alta a rotatividade de cadastros no serviço de proteção, o que prejudica a segurança do lojista na hora de consultar o crédito. “Cabe mais um reforço na atenção para a pessoa que está recebendo um cheque”, orienta.

Para a supervisora de crédito Odete Cardoso, é importante para o comerciante salientar a diferença entre inadimplência intencional dos casos do bom pagador que acaba deixando de honrar seus compromissos, que por vezes mascara as estatísticas.

Segundo Odete, a rede de magazines para a qual trabalha conseguiu reduzir o índice de prejuízos com golpes para menos de 1% da carteira. “Tem a perda do golpista e a perda da pessoa que não conseguiu pagar por alguma eventualidade. Do segundo, ainda é possível recuperar alguma coisa”, aponta.

Experiência ajuda a evitar perdas

De acordo com lojistas consultados pelo JC e com o titular da Delegacia de Investigações Gerais e Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), José Jorge Cardia, já é possível traçar algumas características de possíveis estelionatários.

Essa identificação, no entanto, não é regra. Ela se vale da experiência e da troca de informações entre comerciantes.

A característica principal do golpe é a pressa em fechar logo o negócio e sair da loja com o produto embaixo do braço, sem pechinchar e sem se preocupar com opções facilitadas de pagamento.

“O bom pagador pesquisa os preços, procura o mais adequado ao seu orçamento. Já o mal-intencionado leva com cabide mesmo, quer comprar com muita facilidade”, afirma Luís Antônio Colpani, gerente de uma loja de confecções no Centro da cidade.

O delegado Cardia pede atenção na hora de consultar nomes e endereços apresentados, pois o golpista, geralmente, age com o apoio de comparsas. “Por telefone a consulta não é viável, porque já há uma pessoa para confirmar os dados do outro lado”, afirma.