A Base Comunitária Sudeste da Polícia Militar já está funcionando na sede própria, na travessa Francisco Cavalari Scripelite, 1-75, no Jardim Redentor (quase na esquina das avenidas Cruzeiro do Sul com Hélio Pólice). O prédio foi inaugurado oficialmente ontem pela manhã, pelo secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho.
A sede da Base Sudeste foi construída em terreno cedido pela prefeitura e com doações da comunidade, principalmente empresários. O tenente Flávio Jun Kitazume, comandante da base, lembra que a unidade é responsável pelo policiamento de 54 bairros.
O comandante da 1.ª Cia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, enfatiza que a inauguração da sede própria da Base Sudeste atende o anseio da população e da polícia. â€œÉ um ponto de referência. Escolhemos esse ponto porque entendemos que por aqui passam praticamente 80% da população dos bairros adjacentesâ€, afirma.
De acordo com ele, o prédio, que custou cerca de R$ 50 mil, contou com a colaboração empresários e da população. “O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a prefeitura colaboraram para a construção da sede da base que vai atender toda a região sudeste da cidadeâ€, frisa.
Apesar da região conter a maior favela da cidade, a Ferradura Mirim, Meira diz que a região não é preocupante do ponto de vista da segurança. “Não é uma região preocupante. Concentra o Distrito Industrial, áreas residenciais e a favela. Em compensação, não temos concentração bancária e o comércio é próprio do bairro. Felizmente os indicadores de criminalidade são satisfatóriosâ€, diz.
Na inauguração da sede da Base Sudeste, Abreu Filho frisou que há uma tendência a instalação de bases para manter o policial mais próximo da comunidade. “Estamos ampliando as bases, inclusive as móveis em cidades maiores.â€
Segundo ele, as bases proporcionam uma fixação maior do homem no bairro. “Eles passam a ficar mais naquele bairro. Conhecem os moradores e se relacionam melhor com eles. As pessoas do bairro passam a freqüentar mais a base onde reclamam, cobram e elogiam. Só dessa maneira é que o policiamento melhoraâ€, afirma.
O diretor regional do Ciesp, José Luiz Miranda Simonelli, ressalta a participação efetiva dos empresários e comerciantes de Bauru. “Fomos chamados a contribuir por estarmos na região. Entendemos que temos que cumprir a nossa missão comunitária social. Para construirmos a base montamos um grupo de trabalho para arrecadar recursosâ€, relembra.
Segundo ele, foram feitas contribuições em dinheiro, material e serviços. “Houve um empenho porque entendemos que a base é um instrumento bem utilizado pela comunidade. O que facilitou foi a credibilidade da instituição. A PM goza de um conceito elevadíssimo e isso estimula as pessoas a colaborarâ€, afirma.
Vera Lúcia Barbosa, que mora na mesma rua da Base Sudeste, diz que a unidade proporcionará mais tranqüilidade aos moradores. “Eu vou ficar mais sossegada, pois sei que há polícia por pertoâ€, diz.
A dona de casa diz que apesar do bairro não ser violento, sente-se melhor tendo a base da PM como vizinha. “Aqui é um bairro tranqüilo, mas como tenho filho moço, fico sempre preocupada. Com a polícia por perto, sinto-me mais segura.â€
Neide Carvalho Sena Carvalho, também moradora da mesma rua, diz que a base comunitária era um anseio da população. “O bairro não é violento, mas com a presença da polícia a gente se sente mais seguro. Agora podemos até viajar sossegadoâ€, comemora.