08 de julho de 2026
Articulistas

Obesidade: como nasce?


| Tempo de leitura: 2 min

Gordos e magros!!! Não se pense que iremos falar da série de filmes que aquela aplaudida dupla imortalizou no cinema de Hollywood. Não, não é esse o tema destes nossos rabiscos. O propósito é outro, completamente outra é a nossa intenção, pois não queremos também retratar aqui, nestas poucas linhas, um que seja daqueles simpáticos personagens das pretensiosas telas estadunidenses, nas quais Stan Laurel e Oliver Hardy realizavam seu humorismo com papéis curiosos, tão curiosos que conseguiam despertar fogosos risos ou gargalhadas de assistentes de ambos os sexos e dimensões etárias, exceto de recém-nascidos, naturalmente excluídos do enorme elenco. Creiam todos que assumimos o assunto inspirados por enfoques que vimos, dia deste, em transmissões televisivas, falando de descobertas sobre a obesidade, algumas ocorridas já há algum tempo e outras, mais surpreendentes que aquelas, contemplando os obesos destes nossos tempos. Notamos nas interessantes telinhas gente, homens e mulheres, com vários tipos de obesidades, mas fomos despertados também para uma verdade que tinha de vir a destaque: boa parte dos gordo(a)s nasce para ser gordo porque possui um componente genético que concorre para tanto. Sabe-se, contudo, que a ciência médica ou correlata caminha com convicções firmes sobre a origem disso, que se poderia classificar de deformidade, assim como anda, paralelamente, em cima do desenvolvimento de remédios e tratamentos específicos para os seus diversos tipos, pois nem todos admiram seus excessos de gordurinhas e sonham com a sua absorção por qualquer forma...

Segundo endocrinologistas, já têm surgido no espaço drogas e estudos eficientes e seguros para o problema, com soluções viáveis, reconhecidamente ótimas, dentro do entendimento de que, como escreve em tratado um especialista sueco, “nem todo gordo tem culpa de ser gordo, eis que a obesidade é reconhecida como hereditária, fruto natural da força de disposições genéticas, o que testemunha que o peso de cada pessoa já nasce programado. E vai além o profissional, realçando que quase todos nós temos um limite máximo e outro mínimo de pesagem, a qual nem sempre consegue variação através da alimentação maior ou menor que se venha a adotar, o que explica muito bem “por que aquela magrinha apaixonantemente linda come a valer, mas o pêndulo de sua imperdoável balança pouco oscila”. É por isso, leitor amigo, que os obesos não ganham nada pondo olho grande nos magros e vice-versa. É nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)