11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Sindicância dos táxis quer fazer novas leis

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Membros da comissão sindicante da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) que apura irregularidades no sistema de táxis de Bauru afirmaram, ontem, que o principal item do relatório final - que deve ser entregue no próximo dia 26 - deverá ser um pedido de mudança na atual legislação de concessão de vagas para exploração.

Segundo o presidente da sindicância, Luiz Felipe Sciulli de Castro, deveriam ser ouvidas mais 15 pessoas - entre taxistas e permissionários - entre ontem e o fim desta semana. “Não está chegando muita coisa (documentos), mas tem coisa relevante”, adianta.

Atualmente, cada pessoa física pode explorar até duas vagas de táxi, sem a obrigação de trabalhar no veículo. Transferências de vagas também são permitidas, desde que não haja oneração. Para alguns taxistas, a atual legislação dá brechas para o comércio de vagas.

Nova denúncia

Ontem, surgiram novas denúncias sobre arrendamento de vagas, mais uma vez envolvendo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Waldir Faria de Freitas.

O taxista Pedro Pereira da Silva, 52 anos, afirma que arrendou uma vaga de táxi na quadra 2 da rua Monsenhor Claro há cerca de quatro anos. De acordo com um contrato de gaveta firmado na ocasião - e já entregue à sindicância da Emdurb -, o permissionário do espaço, Luiz Yucci Kawakami, vendia um veículo Voyage, ano 1990, e cedia uma vaga por R$ 140,00 mensais “a título de arrendamento”.

A mensalidade deveria ser paga no escritório do advogado Cláudio Pereira de Godoy, que, segundo Freitas, na época trabalhava para o sindicato. Segundo Silva, o advogado estaria presente na assinatura do contrato.

Ainda de acordo com Freitas, Kawakami é seu concunhado, está inscrito como condutor na Emdurb, mas nunca dirigiu um táxi. No lugar destinado à assinatura do permissionário, figura outra assinatura, supostamente de Freitas.

Segundo o taxista Silva, o contrato foi elaborado na sede do sindicato, com a presença de Freitas mas sem a de Kawakami. O contrato de arrendamento teria durado três anos.

O advogado Cláudio Pereira de Godoy não foi encontrado até o fechamento desta edição.