08 de julho de 2026
Regional

Agudos tem 3º homicídio em dez dias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O lavrador Jorge Roberto Januário, 38 anos, foi morto a golpes de pau e pedra na noite de anteontem na cidade de Agudos. O crime aconteceu por volta das 20h e os quatro acusados, cujos nomes não foram divulgados pela polícia, já foram identificados mas até o final da noite de ontem não haviam sido localizados. É o terceiro homicídio num espaço de dez dias.

A vítima deste último crime era conhecida na cidade por “Adãozão”. Segundo a polícia, na noite de segunda-feira ele estaria embriagado e teria feito brincadeiras com algumas mulheres que passavam pela rua Campinas, em frente ao número 100, no bairro São Vicente II, conhecido por Taperão.

Um dos acusados pelo homicídio teria não gostado de ver Adãozão fazendo as brincadeiras com as mulheres. Irritado teria desferido uma paulada na cabeça de Adãozão e passado a discutir com ele. Em seguida, mais três homens entraram na agressão passando a espancar a vítima com pedaços de pau e pedras, sobras de concreto.

Uma testemunha acionou a polícia e a ambulância. Adãozão chegou a ser socorrido, mas devido à gravidade dos ferimentos, morreu.

De acordo com informações da polícia, Januário saiu da cadeia há dois anos, depois de ter cumprido uma pena de 12 anos de reclusão, por homicídio.

Segundo o delegado titular de Agudos, Paulo Calil, o crime aconteceu no mesmo bairro onde a vítima morava. “O motivo é fútil. Nós já identificamos os autores do homicídio”, disse Calil.

O delegado afirmou ontem que instaurou inquérito e representou pela prisão temporária que pode ser decretada pelo juiz daquela cidade, nos próximos dias.

Outros crimes

No último dia 6, os moradores de Agudos já haviam acordado com outros dois homicídios, aparentemente também por motivos fúteis. Na ocasião, o mecânico José Geraldo de Souza e o desempregado Ronaldo Souza Cruz foram mortos a golpes de facão.

As investigações policiais apontaram, segundo o delegado Calil, que os crimes aconteceram no início da madrugada do sábado, na Vila Vienense, após um desentendimento entre grupos de rapazes.

Na segunda-feira após os crimes, o acusado de desferir os golpes mortais, o pedreiro Aparecido Donizete, 25 anos, procurou a delegacia espontaneamente e disse que só desferiu os golpes numa atitude de defesa, já que havia sido insultado. Ele foi autuado por homicídio e responde em liberdade.