O acesso à região do Núcleo Mary Dota sobre o córrego Barreirinho, que estava interditado desde dezembro do ano passado, deve ser liberado para o trânsito nos próximos dias. O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, conta que a interligação foi reconstruída e ele espera poder liberá-la para travessia já no sábado.
A passagem, que liga a avenida Rosa Malandrino Mondelli ao prolongamento da avenida Nuno de Assis, foi interditada porque uma das pistas sobre o córrego foi “engolida†por uma erosão durante as fortes chuvas que caíram em dezembro. O aterro cedeu porque o tubo ármico que canalizava o córrego na passagem estava corroído.
Desde então, o principal acesso à região do Mary Dota é uma ponte antiga existente sobre o córrego, ao lado da interligação interditada. Duarte explica que a reconstrução do acesso exigiu a canalização do córrego e um novo aterro.
Ele afirma que a canalização evitará o surgimento de nova erosão no local. “Ao invés de colocar outro tubo ármico, que sofre corrosão com o tempo, canalizamos um trecho de 180 metros do córrego usando células de concreto. Em cima do córrego canalizado reconstruímos o aterroâ€, explica.
Além do acesso, será construída uma rotatória para interligar a região do Núcleo Mary Dota, Núcleo Beija-Flor e Vila Santa Luzia, conectando a avenida Rosa Malandrino Mondelli e o prolongamento da Nuno de Assis. “A rotatória vai permitir a formação de um novo eixo viário na cidade. Quem estiver no Parque São Geraldo, por exemplo, poderá chegar ao Distrito Industrial através das avenidas Jânio Quadros, Nações Unidas, Nuno de Assis e Rosa Malandrino Mondelli, que estarão todas interligadas. Não será mais preciso passar pela rodovia nem pela avenida Rodrigues Alvesâ€, ressalta.
Maria Helena Rigitano, secretária municipal do Planejamento, explica que a interligação terá cerca de 300 metros de extensão, em pista dupla. “Do lado do Mary Dota, a avenida Rosa Malandrino Mondelli ficará com duas pistas e do lado da Vila Santa Luzia será feita uma segunda pistaâ€, diz.
A canalização do córrego e a reconstrução do aterro foram feitos com mão-de-obra própria da Secretaria de Obras. Duarte conta que foram necessários 1.600 caminhões de terra para fazer o aterro. Ele estima que outros 6.000 caminhões de terra serão empregados na construção da rotatória, obra que também será feita pela prefeitura. O conjunto de obras está orçado em cerca de R$ 550 mil.