11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Valorização

Ontem, o dólar registrou valorização frente ao iene depois que o governo japonês cogitou intervir numa ação com outros bancos centrais para amortecer as bruscas variações na taxa de câmbio. Outro fator que auxiliou o fortalecimento da divisa norte-americana foi o bom desempenho das ações em Wall Street. Contudo, a recuperação ainda não está consolidada em função das oscilações da economia nos Estados Unidos.

• Estabilidade

Já o euro, moeda da União Européia, permaneceu estável. O chairman do Federal Reserve (FED - banco central dos Estados Unidos), Alan Greenspan, reiterou, ontem, que os escândalos contábeis envolvendo empresas norte-americanas podem estar influenciando o desempenho do dólar. A queda do dólar frente ao euro vem inquietando vários países em relação a possíveis impactos nos fluxos do comércio internacional. Ao mesmo tempo, cresce o temor de uma guerra monetária.

• Alerta

O alerta para a questão cambial foi introduzida ontem, em Genebra, por Brasil e Canadá, durante reunião convocada pelos Estados Unidos, da qual participaram altos funcionários de 25 países. O objetivo era impulsionar a nova rodada de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). A média tarifária entre os países industrializados é de 4%. Se o dólar se desvaloriza 12%, em poucas semanas a competitividade dos produtos americanos multiplica-se por três e os fluxos de comércio tendem a mudar.

• Aço

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a anglo-holandesa Corus, segunda maior siderúrgica européia, anunciaram acordo de fusão - conforme divulgado ontem nesta coluna - que criará o quinto maior produtor global de aço. O negócio envolve apenas troca de ações e será concretizado no início de 2003. No ano passado as duas empresas faturaram, juntas, US$ 14 bilhões e venderam 22,1 milhões de toneladas de aço.

• Ferro

A CSN ficará com uma participação de 37,6% no novo grupo siderúrgico e será o principal acionista individual. Como resultado da fusão, estão programados investimentos diretos no Brasil de cerca de US$ 300 milhões até 2005. A maior parte desse valor será destinada à ampliação da produção de ferro da mina de Casa de Pedra (MG). A capacidade será ampliada de 10 milhões de toneladas para 30 milhões de toneladas anuais.

• Embaraço

Ontem, o Porto de Santos registrou paralisação total das atividades de liberação de cargas, com a mobilização dos auditores fiscais da Receita Federa. Os desembaraços foram realizados apenas para cargas perecíveis e medicamentos. O presidente nacional do sindicato da categoria (Unafisco), Paulo Gil Introíni, que esteve em Santos na assembléia de ontem, disse que os fiscais continuam engajados com o movimento de greve, mesmo com a volta provisória ao trabalho.

• Fisco

O Unafisco de Santos informou que as cargas que ainda estão armazenadas no porto, em função da operação-padrão (liberação mais lenta que o normal, com checagem minuciosa de documentação) durante o período de greve, deverão ser liberadas em até um mês. Antes da volta provisória ao trabalho, havia cerca de 6 mil contêineres parados no porto. Os auditores fiscais pedem a aprovação de Medida Provisória no Congresso que reestrutura as carreiras do fisco. Entre as reivindicações está a paridade de salários entre trabalhadores ativos e inativos, além da determinação da função atribuída ao Poder Legislativo.

• Concordata

A WorldCom, segunda maior operadora de telefonia fixa dos EUA e acionista majoritária da Embratel, deve pedir concordata na semana que vem, segundo ventilaram fontes próximas à gigante. A empresa teria conseguido levantar US$ 2 bilhões em fundos que a possibilitarão operar em um esquema de reestruturação emergencial de concordata. Entre os credores estariam o Citigroup, a J.P. Morgan Chase & Co. e o braço de financiamento da General Electric Co.