07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

A reportagem principal do AutoMercado &Cia de hoje aborda as reivindicações de um comerciante aposentado, portador de deficiência física, que reclama da falta de carros populares adaptados no mercado.

Mais do que transformar-se em porta-voz dos protestos, justos e relevantes do aposentado, a reportagem tem como objetivo principal a prestação de serviços e a informação.

Nela, os deficientes, que estão longe de ser minoria no País - a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 6% da população brasileira é portadora de alguma deficiência, saberão que parte das principais montadoras nacionais mantém programas para adaptar carros populares.

Entretanto, é oportuno ressaltar que os deficientes não sofrem apenas com a pouca oferta de veículos equipados com dispositivos que lhes habilitem a dirigi-los. Eles, a exemplo de milhões de brasileiros, parecem ser seres excluídos dos mais básicos direitos de um cidadão.

Quem já não presenciou a dificuldade de um deficiente físico para subir com a cadeira de rodas em uma simples calçada? E para andar nos ônibus, que indiferente às leis criadas obrigando a adaptação, continuam circulando como se nada - ou ninguém - precisasse dessas mudanças.

Mais do que a certa exclusão do mercado automobilístico, os deficientes físicos padecem de um mal terrivelmente espalhado no Brasil e no mundo: a indiferença social. Para muitos, a população portadora de deficiência passa despercebida e, na maioria das vezes, é simplesmente ignorada. Infelizmente, é a globalização do desprezo.

Mais do que reflexões, os deficientes físicos precisam de soluções para tornar seu dia-a-dia um pouco mais digno de viver. Com a palavra, os senhores do colarinho branco.