09 de julho de 2026
Esportes

Karatê - Pirajuiense multicampeã luta por Bauru

David Cintra
| Tempo de leitura: 3 min

A karateka Aline Paterno Miazaki é uma das integrantes da equipe bauruense de karatê que disputa os Jogos Regionais em Pirassununga. Apesare de residir em Pirajuí, a atleta luta por Bauru, já que em sua cidade natal não há uma equipe da modalidade.

Aline vai a Pirassununga com o crédito de atual campeã brasileira infanto-juvenil na modalidade kumite (luta); vice-campeã de enbu (simulação de defesa pessoal) em duplas, ao lado da paulistana Tania Lobo; e terceira colocada em kata (demonstração) e fukugo (misto de kumite e kata).

Estes títulos foram coquistados dutrante o 11º Campeonato Brasileiro de Karatê Do Tradicional, disputado em Goiânia no início deste mês.

Estas são apenas as conquistas mais recentes de Aline, destaque do 1º Mundialito de Karatê disputado em São José dos Pinhais no ano passado, quando foi campeã em kata. Na verdade Aline é uma autêntica "colecionadora" de medalhas. Ela calcula que já ganhou pelo menos 40.

Além dos Regionais, Aline se prepara agora para a segunda fase do Campeonato Paulista, no dia 10 de agosto, em Santos. A karateka faixa-marron treina em Bauru no Centro do Professorado Paulista (CPP), orientado pelo técnico Roberto Alves Belise.

No karatê desde nove anos de idade, Aline mostra-se disposta a conseguir muito mais. “Pretendo lutar karatê até o fim da minha vida. Quero integrar a Seleção Brasileira e representar o País em competições internacionais”, revela.

E o sonho dela não está tão distante, já que foi convidada para a Seleção Brasileira que disputará o Sul-Americano da modalidade, em setembro, no Chile. “No entanto, para isso dependo de um patrocínio, já que os custos para fazer os treinamentos necessários e todas as viagens são bastante altos, fora do alcance financeiro de minha família”, conta a multicampeã.

Aliás, a família está na base de todo o sucesso de Aline. Os pais Ercília e Minoru Miazaki, acompanham todos os passos da carreira da atleta. “Às vezes até abrimos mão de uma ou outra coisa para que ela possa competir. Nós acreditamos muito no potencial dela, por isso, há uma cumplicidade de todos para ajudá-la”, declara Ercília Miazaki, que tem ainda mais dois filhos.

É difícil não se assustar com o currículo de Aline comparado à sua aparência delicada. Isto porque as artes marciais têm sempre uma imagem de violência e uma boa dose de força física. “Mas a realidade é o oposto disso. O karatê está bem longe da violência, exige muita dedicação, disciplina e controle emocional”, ressalta.

Outro aspecto do esporte que Aline destaca como antiviolência é a necessidade de manter uma boa forma física e, portanto, ter boa saúde, o que coloca os praticantes longe do álcool e das drogas, estes sim, muito ligados à violência. “Além disso temos de aprender a conviver em grupo e fazer trabalho de equipe, Há também o respeito pela hierarquia”, completa.

A mãe corrobora com a opinião de Aline. “Eu escuto muito o depoimento de outras mães que colocam filhos nas academias e descobrem o quanto eles melhoram praticando karatê. Não tem nada de violento. Outra coisa importante é o desenvolvimento da coordenação motora das crianças proporcionado pelos exercícios”, atesta Ercília Miazaki.