11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Líder

O Brasil é líder mundial no reaproveitamento de alumínio entre os países nos quais a atividade não é obrigatória. O resultado foi conhecido após divulgação do índice de reciclagem de latas de alumínio do Japão, referente a 2001, que confirmou o Brasil como o primeiro do ranking. Segundo dados apurados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), no ano passado o País apresentou índice de reaproveitamento de 85%, o que corresponde à reciclagem de 119,5 mil toneladas de alumínio, ou 9 bilhões dos 10,4 bilhões de latas produzidas no período.

• Queda

O Japão, com marca de 82,8%, se mantinha no topo da lista dos países com melhores índices de reciclagem por seis anos consecutivos. Uma das explicações para a queda é que o país asiático tem apresentado índices de crescimento nessa área de 1% ao ano, enquanto que a média no Brasil é de 7,3%. Com menos de 11 anos de existência, o mercado de reciclagem brasileiro já movimenta cerca de R$ 750 milhões por ano e garante renda a mais de 150 mil pessoas que vivem exclusivamente da coleta de latas. Entre as duas mil empresas que atuam no setor, destacam-se gigantes multinacionais como a Alcan e a Tomra Latasa.

• Livre comércio

Segundo declaração do vice-ministro chinês de Comércio, Long Yongtu,a China está pronta para iniciar discussões com o Brasil sobre um acordo de livre comércio. Nos próximos meses, o subsecretário de Assuntos Econômicos, Comerciais e de Integração do Itamaraty, Clodoaldo Hugueney, viaja a Pequim para formalizar o interesse brasileiro em um mercado de 1,4 bilhão de consumidores.

• Fluxo

A corrente de comércio da China alcançou US$ 500 bilhões no ano passado (US$ 266 bilhões de exportações e US$ 244 bilhões de importações). O fluxo comercial com o Brasil, porém, não chegou a US$ 2,5 bilhões.

• Multa

Em nota oficial à imprensa, a Nestlé informou que apresentará recurso contra a decisão do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU). O DPDC multou em R$ 1,06 milhão a Nestlé e a Unilever por terem reduzido as quantidades de alguns de seus produtos sem informar devidamente os consumidores.

• Comunicação

A Nestlé, por sua vez, diz que a decisão do DPDC é administrativa não definitiva, passível de recurso (que tem efeito suspensivo sobre a multa). O gerente de Assuntos Corporativos da empresa, Francisco Garcia, explicou que a intenção da Nestlé ao diminuir o peso de seu wafer foi reduzir o preço do produto e torná-lo mais competitivo. Na nota consta, ainda, que a Nestlé não acredita em uma decisão definitiva de aplicação da multa pelo fato da empresa ter feito “ampla comunicação da mudança do preço das embalagens”.

• Fundos

A saída de recursos dos fundos de investimento já somam R$ 7,8 bilhões neste mês, com o resgate líquido de mais R$ 747 milhões na última segunda-feira. Os dados são da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) e mostram que houve redução no ritmo de saídas de recursos nesse tipo de aplicação. Tanto que o acumulado em 30 dias caiu para R$ 21,7 bilhões, abaixo do recorde de R$ 26 bilhões registrado no dia 5.

• Acumulado

O acumulado no ano continua subindo, atingindo R$ 35,85 bilhões até o último dia 15. Julho é o segundo mês consecutivo em que os resgates superam os depósitos. As perdas continuam concentradas nos fundos referenciados em DI (saídas líquidas de R$ 16 bilhões) e renda fixa (resgates de R$ 11,6 bilhões). Esses dois tipos de fundos são os maiores da indústria, com participações de 27,9% e 24%, respectivamente.