11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Coveiros por vocação!


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Mais uma vez a nossa seleção de futebol saiu do Brasil, por muitos, desacreditada! É concebível que na fase inicial de classificação ela sofresse certa crítica por não parecer estar devidamente preparada para enfrentar suas célebres rivais e outras demais, notoriamente evoluídas. Mas não é isso que só ia acontecer. Inúmeros “torcedores” e quase toda crônica esportiva, falada e escrita, ao invés de tecerem observações construtivas, criticam com uma veemência denotativa de entusiasmo por um suposto fracasso. Não era de se estranhar, porque há pessoas que se constrangem com o sucesso alheio, mas aqui trata-se de êxito nosso!

Após a Seleção Brasileira vencer a representação da China, e da Costa Rica e a da Turquia, de seu grupo, o cronista Sílvio Luiz afirmou aos brados que o Brasil, até então, só tinha “batido em bêbados”. A Turquia, então, só bebeu contra o Brasil, pois obteve o 3.º lugar nesse certame mundial. A persistente polêmica sobre Romário não ter sido convocado gerou, com descaso, um clima desfavorável à paz ideal para o bom andamento dos místeres rumo ao penta. É preciso ponderar que se cada um dos principais técnicos brasileiros escalasse “sua” seleção, a divergência de uma para outra não iria além 2 ou 3 jogadores e do mesmo nível, não ficando de fora nenhum “Pelé”. A competência de um técnico se prima em saber “mexer no time” em campo, conforme o desenrolar da partida.

A defesa da seleção - todos bem contratados pelas melhores equipes alienígenas - também foi alvo de muita crítica, quando na realidade se sobressaiu até atacando. Dos 7 escanteios cometidos pelo Brasil, os grandalhões alemães não cabecearam uma bola! Não perdemos e nem empatamos uma partida, tivemos o ataque mais positivo e o artilheiro da Copa. Mas todo esse sucesso não irá calar os contumazes detratores, despeitados talvez pela pouca ou nenhuma convocação de jogadores de seus clubes preferidos para integrar a seleção. Eles ressurgirão crocitando, logo que se inicie nossa jornada ao hexa. Quem viver verá. (Hélio de Souza - OAB 19.779)