A unidade de Bauru da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) completou, no fim de semana, um mês de funcionamento. Nesse curto período, internos foram transferidos para outras unidades, após ameaças, e surgiram suspeitas de atentado violento ao pudor contra um menor. Mas na opinião de alguns pais, a unidade merece elogios pelo trabalho que vem realizando.
“Com meu filho aqui, estou tranqüilaâ€, afirmou uma das mães após ter visitado o filho, no domingo. Apesar de lamentar a apreensão do filho, ela não esconde a satisfação dele ter deixado a unidade de São Paulo. “Lá, parecia mais um filme de terrorâ€, comenta tentando explicar o que sentia toda vez que visitava o filho na unidade do Brás, na Capital.
“Toda vez que eu vinha embora, eu chorava e sofria muito, por ver as condições do lugar em que o meu filho estavaâ€, afirma. Depois que o filho foi transferido para Bauru, ela já o visitou duas vezes. Foi o suficiente para notar algumas mudanças. “Agora, quando vou embora, não saio chorandoâ€, diz ela que mora em São Manuel.
Outra mãe que visitava seu filho, moradora em Botucatu, ela gostou das instalações da Febem de Bauru e achou ótima a transferência do filho. “Gostei porque ficou mais próximo da minha cidade e porque aqui existe respeito com os internosâ€, comentou ela.
O filho também veio de uma unidade da Capital e ele teria garantido à mãe que está sendo bem tratado em Bauru. “Aqui, eles tratam as pessoas pelo nome. Em São Paulo não era assimâ€, ressalta.
Até mesmo acompanhamento médico o filho está tendo. “Ele tem problemas renais. Por estar próximo a Botucatu é possível esse acompanhamentoâ€, explicou a mãe. Apesar dos elogios, a unidade já registrou incidentes.
Dois meninos, que foram internados na unidade sob acusação de estupro, foram ameaçados pelos colegas e precisaram ser transferidos. Outro incidente, não confirmado pela direção da Febem, trata-se de uma suspeita de atentado violento ao pudor entre três internos.
Os primeiros adolescentes transferidos para a unidade de Bauru chegaram no dia 20 de junho. Eles estavam recolhidos em uma cela especial da Cadeia Pública da cidade, o Cadeião.