08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O desejo do prefeito


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Solicito espaço nessa democrática “Tribuna do Leitor” para oferecer alguns reparos à matéria inserida hoje (24/7) na página 2 e 4 desse jornal. O Sindicato dos Servidores Municipais, sob o título “Sinserm acusa interferência na Funprev”, afirma que “o prefeito disputa as vagas de servidores do órgão com cargos de confiança”. Diz ainda que o prefeito tem interesse em comandar a gestão da Funprev e pergunta: “Como os detentores de cargos de confiança terão isenção para defender os interesses dos servidores na Funprev?” Trata-se, sem dúvida, de uma ofensa grave do sindicato contra os ocupantes de cargos de confiança, como se eles fossem desonestos e incapazes pelo simples fato de serem escolhidos para o desempenho de tarefas importantes na Administração. As sindicalistas ignoram que, em sua esmagadora maioria, neste governo, os detentores de “cargos de confiança” são funcionários de carreira, concursados, tendo chegado ao estágio em que se encontram graças a seus méritos, à sua dedicação ai trabalho? Como devem estar se sentindo, a esta altura, todos aqueles que, graças a seus predicados funcionais, ajudam a Administração a tocar para frente a nossa Bauru? Estarão felizes, assim catalogados como “ligados ao prefeito”? Imagino que muitos deles, associados ao sindicato, estejam se sentindo injuriados e menosprezados por seu próprio órgão de classe. Basta consultar o edital de convocação das eleições da Funprev para perceber que as regras são iguais para todos. O prefeito não teve a menor interferência em sua elaboração. A comissão de eleição é formada por servidores de passado limpo e conduta ilibada, indicados pela Associação dos Servidores. A lei que estabeleceu regras para isso foi de iniciativa dos senhores vereadores, sem qualquer interferência do Executivo. Se o Sindicato ficou fora disso, lembre-se que sua própria direção assim decidiu. O prefeito não tem o menor interesse em gerir a Funprev. Deseja, isto sim, que à testa do órgão estejam servidores idôneos, capacitados e confiáveis. Daí as cláusulas do edital de inscrição dos candidatos, extremamente severas quanto às qualidades morais, aos antecedentes criminais e a sua trajetória funcional no serviço público. Os eleitos, nessas condições, estarão aptos a desempenhar o papel a eles confiados pelos servidores ativos e inativos. É isso, apenas isso o que o prefeito deseja! Este último parágrafo responde, no meu entendimento, à perguntas “Por que Nilson teria interesse no controle do sistema previdenciário da categoria?”, inserida na coluna “Entrelinha” desse jornal. (Nilson Costa - prefeito de Bauru)