09 de julho de 2026
Economia & Negócios

CEF custeia imóvel usado à classe média

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou ontem que disponibilizará, a princípio, R$ 150 milhões para a retomada da linha de financiamento de imóveis usados para famílias com renda superior a R$ 2 mil. As propostas de mutuários poderão ser entregues a partir de 1 de agosto.

O recursos para os financiamentos serão provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), conforme anunciou anteontem o Conselho Deliberativo do FAT (Condefat). O programa FAT-Habitação já financia imóveis novos, na planta ou em construção.

Desde 31 de agosto do ano passado, os financiamentos de imóveis usados para a classe média estavam suspensos. Para o superintendente de negócios do Escritório de Negócios (EN) da Caixa em Bauru, Miguel Sampaio Júnior, o volume de propostas para essa linha deverá ser grande devido a essa paralisação.

“A demanda por esse financiamento estava represada desde agosto de 2001, por isso acreditamos que haverá uma grande procura”, explica Sampaio Júnior.

Segundo o superintendente, o principal atrativo da linha é a taxa de juros: 5,5% por ano, mais a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que atualmente está por volta de 10%. “Agora, a família que ganha mais de R$ 2 mil poderá comprar sua casa ou apartamento usado com tranqüilidade”, ressalta, levando em consideração a taxa de juros. â€œÉ bastante acessível”, diz.

Regras

Pelas regras do financiamento, a família que tem renda superior a R$ 2 mil poderá adquirir imóveis usados avaliados em, no máximo, R$ 350 mil, localizados em regiões não metropolitanas. Na região metropolitana de oito cidades - como São Paulo e Rio de Janeiro -, o imóvel poderá ter valor de até R$ 450 mil.

O valor limite para financiamento de imóveis usados no programa FAT-Habitação será de R$ 180 mil. Para amortização do empréstimo, o prazo máximo é de 15 anos.

Para os planos de financiamento de imóveis novos, na planta ou em construção, a avaliação máxima também foi ampliada: de R$ 300 mil para R$ 350 mil ou R$ 450 mil (nas regiões metropolitanas).

Outra mudança importante foi a extensão do prazo para quitar o financiamento, que anteriormente previa 14 anos. Agora, o mutuário passa a ter limite de 17 anos para pagar.

Ainda segundo Sampaio Júnior, a Caixa alterou sua concepção de “imóvel novo”, antes considerado aquele que tinha até seis meses de habite-se. Pelas novas regras, será declarado novo o imóvel que ainda não foi habitado, o que deve facilitar a concessão de financiamentos e aquecer o mercado imobiliário.

“Imagine um empresário que construiu um prédio e não conseguiu vender os apartamentos em seis meses. Eles eram considerados imóveis usados e agora não serão mais”, expõe o superintendente.

A CEF também possui uma linha de financiamento de imóveis usados para quem ganha menos de R$ 2 mil, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e juros subsidiados.