Será entregue amanhã o relatório final da sindicância aberta pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para apurar denúncias de irregularidades no sistema de táxis da cidade. As apurações já se estendem por cerca de dois meses.
De acordo com o presidente da comissão sindicante, Luiz Felipe Sciulli de Castro, foram colhidos depoimentos de cerca de 20 pessoas, entre elas, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Waldir Faria de Freitas.
Segundo Castro, o maior obstáculo encontrado pelos membros da comissão na atual fase da sindicância são as leis que versam sobre o sistema de táxis. “Nosso problema é a legislação que diz respeito aos transportes, porque as punições são muito vagasâ€, declara.
O presidente da comissão não quis adiantar quais seriam os apontamentos do parecer. “Eu prefiro guardar isso em segredo, por enquantoâ€, diz. Ele admite, no entanto, que possivelmente serão sugeridas punições, sem especificar se haverá cassação de vagas de táxi. “Nós temos que sugerir punições que estejam previstas em leiâ€.
Ainda de acordo com Castro, depois da apresentação à diretoria da Emdurb, o parecer será analisado pelo setor jurídico da empresa. “A comissão vai sugerir e o jurídico vai confirmar ou não se haverá puniçõesâ€, completa.
Na opinião do taxista Francisco Carlos Martins Ruiz, que foi ouvido três vezes pela sindicância, os depoimentos e documentos encaminhados à Emdurb por seus colegas são bastante relevantes - e devem mesmo provocar mudanças na legislação dos táxis.
A única ressalva dos taxistas é quanto a uma possível redistribuição de vagas em caso de cassações. Segundo Ruiz, muitos taxistas já encaminharam pedidos à Emdurb, mas a informação extraoficial, de acordo com o taxista, é de que essas vagas serão desativadas.