10 de julho de 2026
Regional

Novo furto 'cala' telefones em Agudos

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Agudos - Empresas instaladas às margens da rodovia Marechal Rondon, na altura do quilômetro 317, voltaram a ficar sem comunicação por telefone esta semana. Os prejuízos são grandes afirmam os empresários. O problema ocorre sempre que ladrões furtam fios da rede da Telefonica.

O último furto foi registrado na noite de segunda-feira e a conseqüência foi sentida de imediado afirma a gerente do Posto de Atendimento ao Trabalhador em Transporte na Estrada (Pate), Vitória Luzia Gabriel de Freitas.

Durante todo o dia de terça-feira, enquanto a empresa responsável pela rede providenciava o restabelecimento das funções, várias linhas não puderam ser utilizadas. “No último sábado o problema já havia ocorrido”, disse Vitória.

Os furtos de fios da rede telefônica que serve a região de Agudos têm acontecido com certa freqüência causado sérios prejuízos aos empresários que dependem quase que totalmente do serviço para trabalhar.

Na altura do quilômetro 317 da rodovia Marechal Rondon, onde está instalado um pólo industrial e de serviços, as reclamações são muitas. A polícia afirma que faz a sua parte investigando e a Telefonica, por sua vez, considera o problema de ordem pública.

A situação é caótica afirmam os empresários acrescetando que há cerca de três anos os furtos vêm ocorrendo de forma mais intensa. Para algumas empresas, a falta de telefone significa a paralisação total dos negócios, como é o caso de quatro transportadoras que funcionam nas adjacências do Auto Posto Garbras Rondon.

Na Transportadora Binotto, por exemplo, o prejuízo, só no mês de junho, foi avaliado em cerca de R$ 30 mil, segundo o responsável pela empresa, José Ângelo de Oliveira Ortolan. Em situação semelhante estão as transportadoras Saratoga, ALL/Dellara, a Delazari Transportes Rodoviários.

Sem telefone, reclama Helber Lourenço, representante da Saratoga, não é possível agendar viagens ou acionar os caminhões que geralmente estão em viagens por outras cidades e estados do País.

As transportadoras que estão centradas nesse pólo trabalham principalmente com a produção de duas grandes empresas localizadas também naquela região, a Ambev e a Duratex esta última também afetada quando há problemas de telefonia.

As interrupções de comunicação afetam ainda o movimento no Auto Posto Garbras. O gerente da empresa, João Antonio dos Santos, diz que em dias normais, centenas de caminhoneiros passam pelo posto. Já em épocas em que há problemas na rede de telefonia, esse fluxo é prejudicado em cerca de 50%.

A insegurança no transporte de cargas, diz Ortolan, gera ainda uma outra situação muito desagradável entre empresas e clientes, que é a perda de credibilidade. “Se a carga não chega ou não pode ser contratada ou despachada, os clientes reclamam com razão. Nós ficamos numa situação embaraçosa principalmente quando tentamos justificar e a ‘desculpa’ é sempre a mesma”, diz.

A gerente do Pate diz que o problema afeta sobremaneira a atuação do Pate, que é uma instituição voltada exclusivamente para atendimento aos motoristas. “Se não há motoristas passando por aqui, não podemos dar andamento aos nossos cursos”, diz.

Ordem pública

A Telefonica informa através de sua assessoria de imprensa, que considera a questão um problema de ordem pública e o que é possível fazer está sendo feito para amenizar a situação.

O prefeito de Agudos, José Carlos Octaviani (PMDB), diz que já entrou em contato com o comando da Polícia Militar para solicitar mais policiamento para o município e recebeu a informação de que a partir de agosto, pode ser que isso aconteça.