A ilha do Guarujá nasceu há mais de um século através de um plano de urbanização baseado em empreendimentos turísticos sofisticados nos Estados Unidos.
Nasceu, portanto, como um balneário luxuoso, destinado a atrair chiques, ricos e famosos em busca de belas praias, mar calmo, cassino, excelentes hotéis e gastronomia de primeira.
Os barões do café e paulistanos bem nascidos construíram lá suas mansões de verão, atraindo novos investimentos e seu primeiro hotel: o Grand Hotel, destruído pouco tempo depois por um incêndio.
Como a cidade não parava de crescer, foi necessária a construção de um substituto: o imponente Grand Hotel de La Plage, onde Alberto Santos Dumont passou seus últimos dias até suicidar-se, em julho de 1932.
As construções foram se sucedendo. Os grandes edifícios concentravam-se em Pitangueiras e as belas mansões, ao longo da Enseada. Famílias tradicionais ergueram lá suas casas com amplas varandas de frente para o mar.
Curtiam a praia com imensos guarda-sóis e em barracas repletas de champanhe Veuve Clicquot geladíssimas.
No “Guia Histórico do Guarujáâ€, do jornalista Geraldo Anhaia Mello, o médico Eduardo Etzel lembra que o “Guarujá mudou bastante com a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, pois cessaram as demoradas viagens de navio à Europa e todos os poderosos passaram a freqüentar a estância, deixando em seu rastro a fama.
Com eles, o Guarujá ganhou projetos arquitetônicos de primeira qualidade, como o edifício Sobre as Ondas, nas pedras que separavam as praias Pitangueiras de Astúrias, que se tornou um dos mais belos cartões postais da cidade.
O Guarujá não parou de prosperar, as construções não cessaram e um novo e luxuoso hotel em estilo colonial surgiu, desta vez na Enseada, como um completo resort urbano.
Por ter vida própria, mesmo na baixa temporada o Guarujá oferece distração para quem desce a serra, hospedando-se em hotéis, flats ou em casas e apartamentos sempre abertos a novos clientes.