09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Não entendo a situação


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Por livre e espontânea opção única tenho que ser obrigatoriamente consumidor de energia elétrica da CPFL. Um fato me chamou a atenção quando do racionamento de energia elétrica: o consumo de kWh mês, em conversas com alguns vizinhos de um prédio de 58 apartamentos, por ser chato perguntar o valor que ele (a) estava pagando de energia elétrica eu perguntava em kWh/mês, só para fazer uma comparação com o meu consumo e como atingir as minhas metas de consumo, já para alguns que eu tinha mais liberdade perguntava pelo valor que teria de pagar e considerava o número de residentes no apartamento de quem eu perguntava, sendo que eu moro sozinho. Então passei a fazer uma análise das minhas contas de energia, até que hoje (24/7), resolvi fazer uma ligação à central de atendimento ao consumidor (0800101010) e após algumas tentativas consegui ser atendido (anteriormente davam a informação que todos os atendentes estavam ocupados). Ao fazer o questionamento no setor correto, então passei a minha posição à atendente com os questionamentos que consegui entender mas não compreender a situação. Com certeza minha conta de “luz” ainda continuará muito alto para apenas uma pessoa, mesmo quando ela passa o mês quase que todo fora do apartamento não faz diferença de consumo no final do mês. Como compreender? Alguns fatos realmente têm lógica; vou fazer os testes solicitados pela atendente e analisar novamente a situação. Pelo método de eliminação para descobrir se existe alguma falha na rede ou no sistema, cheguei à conclusão que existe a possibilidade do relógio medidor ter algum defeito, o que prontamente a atendente informou taxativamente que é quase impossível ocorrer, pois ele tem a garantia de 30 (trinta) anos. Fiquei pasmo e ao mesmo tempo revoltado com a informação, porque será que somente os medidores da CPFL têm todo estes 30 anos de garantia sem precisar aferir e somente é aferido quando fabricado, segundo a informação da atendente! Bem, a situação é a seguinte: nós mortais cidadãos brasileiros que se utilizam de equipamentos de medição como balanças, metros etc, temos que anualmente efetuar junto a uma empresa credenciada e especializada como o Inmetro para continuar utilizando sem o risco de sermos autuados. Aí vem a situação? E os medidores da CPFL, quem aferiu? Cadê os laudos, quando será novamente aferido, qual o privilégio para ter toda esta garantia de estar sem erro durante 30 anos? Será que autoridades competentes não deveriam exigir a aferição anual destes medidores? Gostaria de uma resposta. (Edson Mitsuya – RG 26.768.957-3)