A discussão sobre o pedido de reajuste de salário para os funcionários da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) novamente foi adiada para o mês de outubro. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Constante Mogioni, aos representantes do Sindicato da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Sincohab) em mesa redonda realizada na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) nesta semana.
É a segunda vez que as negociações são postergadas. A data base da categoria é 1 de maio. Nesta época, a Cohab-Bauru começava a discutir as primeiras medidas visando buscar soluções para sair da profunda crise financeira que vem enfrentando. Agora, a presidência informou o sindicato que o acordo para a recuperação da adimplência ainda não foi assinado e implementado.
A comissão municipal que estuda os problemas da Cohab elaborou o relatório final, mas ainda serão necessários pelo menos 90 dias para que a empresa apresente relação estável entre receita e despesa. “Iniciamos a discussão salarial em abril, no meio da crise da Cohab. Os debates foram adiados para o final deste mês e agora, na Delegacia do Trabalho, o presidente informou que a etapa de saneamento ainda não estava completaâ€, cita o advogado do Sincohab, Luiz Carlos Laurindo.
Laurindo diz que Mogioni fez um apelo para que os funcionários continuem colaborando com a recuperação da companhia. “Os funcionários estão dando sua cota de sacrifício, muitos empregos foram perdidos, os próprios funcionários iniciaram campanha para incentivo ao pagamento das prestações pelos mutuários e discutimos outras questões funcionaisâ€, diz.
Ele menciona que o funcionário deixa de dispor de seis faltas abonadas justificadas por ano. “Entendemos que essa autorização é um prêmio ao funcionário faltoso. Nós defendemos a eliminação desta cláusula com a mudança para que o funcionário assíduo tenha três dias extras de férias por ano se não tiver falta durante o exercício. Este sim é um prêmio ao assíduoâ€, comenta o advogado.
Durante a retomada das negociações em outubro serão discutidas alterações no acordo coletivo da categoria. O sindicato reivindica 9% de reajustes e mais 4% de produtividade. “Em outros locais tivemos a sinalização para que se conceda os 8% definidos pelo Tribunal Regional do Trabalho, mas a Cohab-Bauru nos posicionou para sua difícil situação financeira. O sindicato apresentou esta situação em assembléia e junto com os trabalhadores foi definido que as negociações voltam a ser feitas em outubroâ€, conta.