09 de julho de 2026
Geral

Agentes substituirão militares em muralha

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Os 870 agentes de muralhas das penitenciárias estaduais estão sendo preparados para assumir a guarda externa dos presídios. Eles foram nomeados no último dia 25 e ficarão por sete semanas em treinamento para poderem usar dois tipos de armas.

Em Bauru, os agentes liberarão cerca de 200 policiais militares que atualmente fazem esse tipo de serviço. Os presídios de Avaré e Iaras não contarão com as atividades dos agentes.

O 12º promotor de Justiça com atribuição perante a Vara de Execuções Criminais e Corregedoria da polícia, professor universitário Luiz Carlos Gonçalves Filho, explica que a troca da guarda será gradativa. “Depois do treinamento, terá início a substituição dos policiais pelos agentes. Na região são 23 unidades prisionais, sendo que duas delas, ainda estão em construção”.

Ele esclarece que a data da substituição será determinada pela Secretaria das Administrações Penitenciárias. “Pelo coordenador da região noroeste, Antônio Paulo Veronezi”.

Segundo o promotor, na região, somente em duas unidades a guarda externa continuará sendo feita pela Polícia Militar. “São presos de alta periculosidade e por hora, decidimos manter a PM”.

O Instituto Penal Agrícola de Bauru também não contará com a guarda dos agentes de muralhas. â€œÉ um presídio semi-aberto que dispensa a guarda externa”.

A preparação dos agentes de muralha está sendo feita pela escola de administração penitenciária, explica o promotor de Justiça. “Eles terão aulas teóricas e práticas. A maior parte das aulas será ministrada por oficiais da PM, inclusive o curso de tiro”.

Os agentes terão ainda orientação psicológica, legal e funcional. “Eles têm que estar preparados para exercer as atividades. Ainda não temos previsão de quando eles iniciarão as atividades nas muralhas”.

De acordo com o promotor, cada agente terá dois tipos de armas para usar durante as atividades. “Uma arma de curta distância, provavelmente um revólver e uma para longa distância. Todas as armas já foram adquiridas”.

As armas ficarão exclusivamente à disposição da unidade prisional. “O funcionário não poderá levá-la para casa. Ele recebe o armamento no início de seu turno e repassa para o seu companheiro, no final do período”.

Gonçalves Filho frisa que os agentes de muralhas que vão trabalhar no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e em um presídio na cidade de Reginópolis já estão sendo treinados. “O governo está preparando os agentes que vão assumir as unidades em construção para não ter que efetuar novo concurso”.