09 de julho de 2026
Política

Comitê faz panfletagem contra a Alca

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O medo de que o País siga os mesmos rumos da Argentina levou integrantes do Comitê de Bauru e Região Contra a Alca de volta ao Calçadão da Batista de Carvalho. Eles aproveitaram a passagem, no local, dos candidatos e representantes do governo, José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, para amplificar seus protestos e chamar ainda mais a atenção para o assunto.

Segundo Elaine de Souza Koti, representante do PSTU, quando a manifestação foi programada ainda não era de conhecimento público a presença dos candidatos no Calçadão.

A idéia, segundo ela, é conscientizar a população sobre os supostos riscos que representaria, para o trabalhador brasileiro, a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

“A Alca, se implantada, vai fazer no Brasil algo parecido com o que está acontecendo na Argentina”, diz o panfleto elaborado pelo comitê.

Na opinião de Elaine, a criação da Alca irá representar desemprego e o fim de uma série de direitos trabalhistas conquistados nos últimos 50 anos.

“A Alca nada mais é do que a inserção de produtos americanos no Brasil”, disse ela. Ao contrário, o comitê defende o estímulo à produção das empresas nacionais, que na opinião dos manifestantes, são as que efetivamente geram emprego.

Pebliscito

Entre os dias 1 e 7 de setembro, será realizado um pebliscito nacional sobre a criação da Alca.

A população de Bauru também será convidada a dar sua opinião. O local da consulta ainda não foi definido.

Além do PSTU, fazem parte do comitê contra a Alca representantes do PT, PC do B, alguns setores da Igreja Católica e sindicatos.

A fase preparatória do processo de criação da Alca começou em 1995, em Denver, Colorado (EUA).

A meta é criar uma área livre de barreiras comerciais, favorecendo assim o investimento entre os países da América do Norte, Central e do Sul.

Para os ministros da Alca, a eliminação de obstáculos de acesso ao mercado de bens e serviços, entre os países, representa um incentivo ao crescimento econômico. Afirmação que é contestada pelos manifestantes que estavam ontem no Calçadão. Na opinião deles, só os EUA seria beneficiado com a implantação da Alca no continente.