08 de julho de 2026
Regional

Botucatu tem onze disputando as vagas


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Nada menos do que cinco candidatos disputam a preferência do eleitorado de Botucatu para chegar ao Congresso Nacional.

O último e único representante da cidade, em Brasília, foi Bráz de Assis Nogueira, cerca de 40 anos atrás.

Sua filha, Luiza Beatriz Peduti Nogueira (PL), também conhecida como Titiza, está entre os cinco concorrentes. É a primeira vez que ela entra na disputa por uma vaga no Congresso. Mesmo morando em São Paulo, Titiza tem base eleitoral em Botucatu.

Além dela, estão na briga pelos 70 mil votos da cidade e da região Eduardo Diniz (PV), Jorge Luiz Tieghi (PL), Fernando Aparecido Carmoni (PPB) e Paulo Sérgio Ponick (PDT).

Para deputado estadual a briga está tão acirrada quanto para federal. Dos seis candidatos, apenas um já se aventurou nas eleições passadas em busca de um lugar na Assembléia Legislativa.

Depois de ser líder do governo na gestão do ex-governador Mário Covas, Milton Flávio (PSDB) voltou à condição de suplente.

Em 1994, chegou a ser eleito com 34 mil votos. Na eleição passada, teve dois mil votos a mais, mas ficou apenas como suplente.

Antes de sua eleição, em 1994, Botucatu estava há quase 40 anos sem nenhum representante na Assembléia. O último havia sido Jaime de Almeida Pinto.

Para ser novamente eleito, Milton Flávio precisa de 45 mil votos, aproximadamente, segundo contas feita por ele mesmo.

Na opinião dele, a concorrência não preocupa tanto. â€œÉ a mesma das eleições anteriores, em número de concorrentes”, disse. “Eleição é igual Copa do Mundo, você precisa vencer todos se quiser ganhar alguma coisa”, comparou.

Para outro candidato, o vereador Antônio Luiz Caldas Júnior (PC do B), a concorrência cria uma “dificuldade adicional” à eleição, mas não é impeditiva.

Segundo ele, cerca de 30 mil votos seriam suficientes para elegê-lo. Para tanto, conta com auxílio de entidades sindicais e de associações.

Sem dinheiro, o vereador informou que a campanha será feita de casa em casa e com muita conversa.

Outro vereador de Botucatu que quer ser deputado estadual é o petista Luiz Carlos Rubio. Em seu terceiro mandato consecutivo, o vereador nunca perdeu uma eleição.

A campanha, segundo ele, está centrada em quatro cidades: Botucatu, Conchas, Bofete e Avaré.

Além deles, outros três candidatos disputam os votos da região: Valdir Duarte (PPB), Carlos José Malagute (PSB) e Carlos Meluso (PDT).

Pai e filho

Em Ibitinga, ao contrário de Botucatu, não haverá briga interna pelos votos dos eleitores da cidade. Há apenas um candidato a deputado federal e outro a estadual. No páreo, estarão pai e filho, ambos do Partido Geral dos Trabalhadores (PGT).

Enquanto o primeiro sonha com Brasília, o segundo espera uma chance para mostrar serviço na Assembléia Legislativa.

Sérgio da Fonseca, o pai, tentou a eleição para deputado estadual em 1986, mas não conseguiu. Doze anos mais tarde, decidiu disputar um lugar no Congresso Nacional, pelo PPS, e obteve nova derrota. Esse ano, ele volta à disputa e novamente quer entrar para a história como o primeiro deputado federal de Ibitinga.

O máximo que a cidade consegui até hoje foi eleger um deputado estadual. Durante sua rápida passagem pela Assembléia, no início dos anos 50, Victor Maida chegou até mesmo a ocupar a presidência da Casa.

Marco Antônio da Fonseca, o filho, tenta agora igualar o feito. “Tenho consciência da dificuldade que vou ter pela frente, mas é preciso conscientizar a população sobre a importância da cidade ter um deputado”, disse ele.

â€œÉ preciso prestigiar o que é nosso. Mesmo porque, cobrar um deputado da cidade é bem mais fácil do que um deputado de fora”, acredita.

A campanha, segundo Marco Antônio, será pobre. “Comício, nem pensar”, adiantou.

Barra Bonita também terá apenas um candidato federal e outro estadual.

O ex-vice-prefeito Álvaro José Val Giglioli (PPB) terá como companheiro de campanha o vereador Paulo Roberto Siqueira (PV), mais conhecido como “Paul das Girls”.

Essa é a primeira vez que Giglioli sai candidato a deputado federal. Para estadual, ele já concorreu em 1990 e 1998.

Vereador três vezes e vice-prefeito na legislatura 1997-2000, ele criou polêmica na região quando decidiu instalar seu gabinete em praça pública, depois de alguns desentendimentos com o ex-prefeito José Arlindo Reginato Dias, o Bug.

Siqueira, candidato a deputado estadual, foi o vereador mais votado na última eleição municipal, com quase o dobro de votos sobre o segundo colocado.

Ex-varredor de rua, Siqueira nunca tinha enfrentado uma eleição. Animado com o sucesso obtido nas urnas, tenta agora vôo mais alto.

Em Piratininga o atual vice-prefeito Paulo Coimbra (PPS) é candidato a deputado estadual.

Obs: Os candidatos que não foram incluídos nesta lista poderão encaminhar realeses para o JC com informações sobre a candidatura. O material deve ser enviado à editoria Regional por meio de fax (14-3104-3149) ou e-mail (regional@jcnet.com.br).