09 de julho de 2026
Regional

Piratininga prepara aterro e coleta seletiva para o lixo

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Piratininga - Até o fim deste ano, Piratininga vai receber seu primeiro aterro sanitário. Com o início das obras previsto para os próximos dias, o aterro deve representar muito mais do que apenas um local ambientalmente adequado para receber o lixo produzido na cidade. O projeto inclui ainda um investimento em educação ambiental, indispensável para o sucesso da coleta seletiva do lixo.

A obra foi orçada em R$ 125 mil, dos quais apenas R$ 28 mil sairão dos cofres do município. O restante da verba será liberada pelo governo do Estado, por meio do Fundo de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (Fehidro).

“Não teríamos condições de bancar a obra sozinhos”, comentou o prefeito Odail Falqueiro (PFL).

O terreno onde será construído o aterro fica distante 4 quilômetros da cidade. O local passará a ser o destino das quatro tonelada de lixo produzidas diariamente pela cidade.

De acordo com o prefeito, a vida útil do aterro será de aproximadamente 18 anos. No entanto, o geólogo Nariaqui Cavaguti acredita que esse prazo será bem maior do que o previsto.

Na opinião dele, se a coleta seletiva funcionar, a quantidade de lixo destinada ao aterro irá diminuir e isso pode prolongar a vida útil do local.

Cavaguti foi o responsável pela elaboração do projeto e irá acompanhar sua implantação, ao lado de técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

De acordo com Odail, o projeto foi uma iniciativa do ex-prefeito Armando Persin (PSDB) e enfrentou problemas para ser aprovado pelo governo.

Um entrave quanto ao local onde seria construído o aterro, quase fez com que a prefeitura perdesse a verba do Fehidro.

Com a solução do impasse, Odail espera apenas a liberação da primeira parcela do dinheiro para iniciar as obras.

Coleta seletiva

Na opinião de Cavaguti, tão importante quanto à construção do aterro é educar os moradores sobre seu papel nesse processo.

“O projeto atende a todas as exigências da legislação ambiental, mas é preciso avançar na questão educacional e comportamental da população”, disse.

Depois de finalizada as obras do aterro, a prefeitura planeja a implantação da coleta seletiva de lixo no município.

“O programa precisa ser permanente. A coleta só funciona quando a população estiver consciente de que aquilo é fundamental para a cidade”, ressaltou Cavaguti.

Dentro do processo de implantação da coleta seletiva, a população deve ser instruída a separar o lixo na própria residência.

Segundo o geólogo, não será preciso selecionar cada item separadamente (alumínio, papel, vidro, plástico etc). “Basta separar o orgânico do inorgânico”, explicou ele.

O restante do processo seria executado por um outro grupo de pessoas.

Ação civil pública

Segundo o prefeito, o lixão representa um problema antigo para a cidade. Tanto é, que a prefeitura responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público, em razão da irregularidade no trato com o lixo domiciliar.

“Não é só por causa desse problema com o Ministério Público que nós vamos construir o aterro, mas por estar também cuidando do meio ambiente da cidade”, justificou Odail. “Uma obra como essa significa uma melhora na qualidade de vida da população”, ressaltou.

Após a construção do aterro, Piratininga passará a contar com uma infra-estrutura de causar inveja a outras cidades da região.

Depois de resolver o problema da água e do esgoto, agora é a vez do lixo domiciliar.

Além disso, a prefeitura tem dedicado uma atenção especial para aspectos urbanísticos da cidade e para a reforma de praças públicas. Tudo, entretanto, tem um objetivo bem definido. A conquista do título de estância turística para Piratininga.