08 de julho de 2026
Regional

Suspeito de estupro é achado morto

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O lavrador Antônio Francisco da Silva, 53 anos, foi encontrado morto ontem de manhã em uma cela da Cadeia Pública de Jaú. Ele era o principal suspeito de estuprar uma menina de 8 anos e abusar sexualmente de uma outra de 11 anos, na última quinta-feira, em Mineiros do Tietê.

O lavrador foi preso na sexta-feira e, em seguida, encaminhado para Jaú, onde ficou em uma cela própria para presos temporários. Segundo o delegado Benedito Antônio Valencise, chefe da Delegacia Seccional de Polícia de Jaú, Francisco da Silva estava sozinho na cela.

Ontem, por volta das 10h30, funcionários da cadeia encontraram o lavrador morto. Ele estava pendurado na porta da cela com uma tira de cobertor amarrada no pescoço.

De acordo com o delegado da Seccional, foi solicitado ao Instituto de Criminalística exame de corpo de delito. O Instituto Médico Legal também ficou encarregado de emitir o exame necroscópico.

Juntos, esses exames devem auxiliar a polícia na condução do inquérito que foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte.

O suposto estupro aconteceu na tarde da última quinta-feira. Duas meninas brincavam em um prédio em construção, em Mineiros do Tietê, em companhia de outras duas menores, quando o acusado chegou e perguntou a elas se queriam ganhar brinquedos. Duas delas, N.A.S., de 11 anos, e D.P.Q., de 8 anos, aceitaram.

Em seguida, o lavrador teria indicado para que elas seguissem a direção de um lenço vermelho que estava numa cerca de arame. Elas foram até o local e seguiram o lenço. Ao encontrar o acusado, elas teriam seguido com ele por mais de um quilômetro em por um canavial. Em um certo ponto, ele teria se despido e passado a acariciar a menor de 11 anos, passando a mão em suas partes íntimas. Em seguida, ele teria mantido relações sexuais com a menina de 8 anos.

Ao ser descoberto pela polícia, o lavrador foi reconhecido pelas vítimas. Como não cabia mais o flagrante, o delegado de Dois Córregos, José Carlos Freitas de Cara, requisitou a prisão temporária do lavrador. Ele foi encaminhado para a cadeia de Jaú, onde devia permanecer até hoje.