09 de julho de 2026
Polícia

Comissão não vê problemas na Febem

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Bauru visitou a unidade local da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) na manhã de ontem. Após a visita, o vereador José Eduardo Fernandes Ávila, membro da comissão, prometeu divulgar para a sociedade bauruense o trabalho quem vem sendo desenvolvido na unidade.

Se depender da estrutura montada na unidade de Bauru, os internos serão ressocializados e poderão ter um futuro melhor. Profissionais de várias áreas desenvolvem projetos educativos e ocupam o tempo dos menores com atividades que, no futuro, podem ajudar na sobrevivência.

A visita à Febem foi feita pelos vereadores Ávila e pastor Luiz. Na opinião deles, Bauru é uma cidade privilegiada em relação a menores infratores. “Dos 54 internos, a maior parte é da região. Assim que inaugurar a unidade de Lins, alguns serão transferidos”, conta Ávila.

Para ele, os adolescentes de Bauru não são violentos. “Os menores da cidade estão envolvidos em furtos e drogas. O grande problema é a falta de estrutura da família”, frisa. O vereador se propôs a servir de ponte entre a unidade da Febem e a sociedade bauruense. “Precisamos aproximar os menores da sociedade. Vamos divulgar o trabalho que vem sendo desenvolvido para que os empresários ofereçam trabalho de laborterapia”, afirmam.

Aulas de informática, artesanato, cidadania, escola, ginástica, atividades na padaria e sessões com discussões sobre filmes fazem parte da rotina dos internos. Eles têm seis refeições diárias, visitas aos domingos e tem direito a dois maços de cigarros por semana.

As salas de aula da unidade da Febem são ideais. Podem ser comparadas a de escolas de primeiro mundo e fazem inveja às da rede pública brasileira, onde mais de 30 assistem aulas. Com no máximo oito alunos, as aulas seguem um ritmo próprio para que o aproveitamento seja o melhor possível. Na hora do intervalo, o lanche é grátis para todos os alunos.

Após o período de estudo, os internos têm atividades extra-curriculares para ocupar o tempo. Dois professores de educação física orientam os internos como usar os equipamentos de ginástica numa verdadeira academia. Como personal trainers, os profissionais ajudam os adolescentes a ficar mais fortes e sadios.

Os projetos desenvolvidos pela Febem não são impostos, tanto que recentemente eles decidiram que queriam aprender a fazer pipa e a diretoria teve que oferecer a opção, em nome do bom comportamento. Um projeto de paisagismo será oferecido pela unidade, assim que os menores se mostrarem interessados pelo assunto.

No futuro, os internos poderão consertar bicicletas apreendidas pela Justiça para utilizar no período interno. A unidade da Febem tem toda a estrutura para recuperar os infratores e a única obrigação dos internos é cuidar das roupas pessoais, da limpeza do quarto e acompanhar o ritmo das atividades. Desde a chegada dos 54 adolescentes, a unidade de Bauru não registrou episódio grave.