08 de julho de 2026
Turismo

Cidade da época monarquista

Por Eliane Barbosa | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 3 min

Mais de um século já se foi desde que a família imperial voltou para a Europa, mas Petrópolis ainda detém aquele clima da época monarquista.

As charretes passeando pela praça, as belas fachadas dos casarões onde os influentes, em determinados meses do ano, tomavam grandes decisões, dão um banho de história.

E para quem gosta de história, nada melhor do que entrar no Museu Imperial (rua da Imperatriz, 220, tel. (24) 237-8000), que fica aberto de terça a domingo, para saber mais sobre o Brasil do passado.

Mais de 200 mil documentos da época estão reunidos lá, incluindo raridades como a cópia em latim da fundação de um convento em Lisboa, de 1240, móveis antigos, carruagens, objetos de porcelana e cristal, obras de arte e jóias da família Orleans e Bragança.

Mantos, cetros e coroas imperiais, ou seja, os adereços usados pelos monarcas, também estão lá em perfeito estado de conservação.

Os restos mortais da família real brasileira, entre eles os de D. Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, estão num mausoléu na Catedral de São Pedro de Alcântara, na avenia Koeler, no centro de Petrópolis

O Palácio de Cristal

Em Petrópolis, as charretes ainda são chamadas de “vitórias”. Elas ficam esperando os turistas na frente dos portões do Museu Imperial para um “tour” pela cidade.

Uma das paradas obrigatórias é no Palácio de Cristal, construído a mando do conde D’Eu para presentear sua esposa, a princesa Isabel, apaixonada pelas flores brasileiras.

Perfeccionista, D’Eu encomendou da França as estruturas de ferro pré-moldado para sua construção, que lembra um orquidário, com amplas janelas de cristal e lustres que imitam o Palácio de Versalhes.

Outra prova de perfeição vem da casa de veraneio de Santos Dumont. Dizem que a mansão do “Pai da Aviação”, a “Encantada”, mantém em sua arquitetura traços de sua personalidade detalhista, caso de uma escadinha que leva aos quartos, obrigando os visitantes a subirem, sempre, com o pé direito e um chuveiro aquecido a álcool, montado a partir de um balde, certamente o primeiro a oferecer banho quente a seu dono.

Serviço

Informações sobre hotéis e restaurantes de Petrópolis podem ser obtidas junto ao Disque Turismo da Petrotur (0800-241516) ou junto à Dell’arte (21) 3235-8507, ou pelo e-mail: festival@ dellarte.com.br

Teresópolis e o Dedo de Deus

Petrópolis, Teresópolis e Friburgo fazem parte da chique Serra Fluminense, repleta de pousadas charmosas, restaurantes internacionais e monumentos arquitetônicos imperiais.

Além disso, a Serra Fluminense reserva paisagens belíssimas, por conta da Serra dos Órgãos e da impressionante visão do Dedo de Deus.

O pico faz a alegria dos alpinistas e as trilhas dos amantes do trekking que preferem subir a sinuosa estrada Itapava (um bairro de Petrópolis) a Teresópolis, a pé.

A trilha de 36 quilômetros liga as duas cidades por dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, dando direito a visuais espetaculares, caso de montes, vales, campos e picos como a Pedra do Açu e a Pedra do Sino.

Para os que preferem passeios mais leves, a opção fica por conta de trilhas mais leves e mirantes, como o do Soberbo e da Colina dos Mirantes, onde tem-se uma excelente visão.