O candidato a governador Paulo Maluf (PPB) afirmou ontem, em Bauru, que não tem chances de vencer as eleições deste ano no primeiro turno. Ele desponta nas pesquisas eleitorais em primeiro lugar, oscilando acima de 30% na preferência do eleitorado paulista.
“Existem 15 candidatos. O governo tucano não fez a reforma política. Não tem lugar no mundo que tenha seis candidatos a presidente e 15 candidatos a governador de Estadoâ€, comparou.
Ele considera um absurdo a existência de 60 partidos políticos, todos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Me parece que para o governo é mais fácil a falta de ética. Ficou mais fácil negociar um a um com os deputados do que ter que discutir com o partido.â€
O pepebista acredita que vai chegar ao final do primeiro turno em primeiro lugar. “E também no segundo turnoâ€, reforça. “Quem em oito anos não fez nada, não vai fazer em quatroâ€, diz, crítica com endereço certo aos tucanos.
Maluf não quis adiantar quais os acordos políticos que pretende costurar para ter chances reais de vencer no segundo turno. Mas deixou claro que não pretende repetir o “erro†que cometeu nas eleições de 1998, quando, segundo ele, o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu que não se envolveria na campanha tucana no segundo turno de São Paulo e não cumpriu.
“Apoiamos Fernando Henrique da maneira mais ética e leal. Não teve reciprocidade no segundo turno. Não estou bravo, não estou triste, não sou de agredir ninguém. O maior erro político do presidente foi não me apoiar. Se eu fosse governador, muito dos erros que aí estão não teriam acontecidoâ€, garante.
O pepebista avalia que o comportamento do presidente ocorreu dessa forma porque não houve segundo turno para a Presidência da República.
“Agora não. Brasília terá segundo turno. Se nós tivermos 43%, 45% dos votos, isso em 25 milhões de eleitores dá quase 10 milhões de votos. Acho que vou ser a noiva muito namorada no segundo turnoâ€, brinca.