07 de julho de 2026
Geral

Programa de aprendizado quer vagas para mil jovens

Grabiel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Quase mil adolescentes de Bauru já estão à espera de uma vaga para aprender uma profissão e se integrar ao mercado de trabalho através do Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho, iniciativa conjunta da Associação Comercial de São Paulo (Acsp), Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Rede Brasileira de Entidades Assistenciais e Filantrópicas (Rebraf).

O programa, que faz parte do Movimento Degrau, pretende ajudar a inserir adolescentes entre 14 e 18 anos de idade incompletos no mercado de trabalho, incluindo remuneração e formação técnica-profissional. A iniciativa é amparada pela lei 10.097/00, que determina a todas as empresas de médio e grande porte a manterem em seus quadros um percentual de 5% a 15% de jovens aprendizes.

Em Bauru, o conselho gestor do programa - composto por representantes de empresas, da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) e entidades - pretende atrair a atenção do empresariado e de profissionais liberais, com o objetivo de criar vagas de trabalho e despertar o interesse de voluntários.

Para o representante da Acib, Cássio Carvalho, a dificuldade maior, a princípio, está sendo encontrar empresas dispostas a abrir vagas para os aprendizes. Segundo ele, já há espaço e alguns voluntários para as aulas (duas horas diárias, previstas por lei), mas a oferta de postos de trabalho ainda é bem menor que a demanda.

Para a relatora do conselho, Adriane Aparecida Barbosa, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a intenção do grupo é demonstrar ao empresariado de Bauru que a contratação de aprendizes, mais do que uma obrigação, garante incentivos tributários, por exemplo. E o que é mais importante, abre aos jovens uma oportunidade para o futuro, longe da marginalidade.

Com a criação do grupo para gerenciar o programa, no último dia 25, o coordenador do conselho, Sérgio Purini, do JC, revela que o próximo passo é conscientizar o empresariado da importância de aderir ao projeto e agregar entidades de Bauru em torno do “espírito” do voluntariado.